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RPS Musical #17: 14/08/17

Por Vinicius Joker


RPS novo chegando, essa semana com altos e outros bem baixos. Então não vou falar mais nada, boa leitura a todos!

Fifth Harmony - Angel 


Achei mediano é bem melhor que muita coisa que o Fifth Harmony já fez, mas longe de ser um grande trabalho. É uma mistura do Pop que o grupo já costuma fazer, com um beat meio Rap Trap.

Scalene - distopia


Uns riffs maneiros, vocal na medida, groove marcando bem e uma letra bem feita. Ou seja uma boa musica como de costume vinda do Scalene.

Tribalistas - Diáspora


Uma infância traumatizada por musicas do Tribalistas. Não que falar mais nada sobre esse lançamento.

Grupo Revelação feat. Péricles - A Vida É Pedreira


Belíssima letra, vale a pena dar uma ouvida.

Marshmello feat. Khalid - Silence


Olha até que eu curti esse som, tem uma cara meio EDM genérico porque é isso que o Marshmello faz, mas a participação do Khalid salva a musica. Que talento vocal esse cara tem.

João Bosco - Onde Estiver


Não é um dos melhores trabalhos da carreira do João Bosco, mas ainda sim uma boa musica. Destaque especial para a bela letra.

Liam Gallagher - For What It's Worth


Baladinha Pop Rock igual as da época do Oasis. Que morte horrível.

Avicii feat. Sandro Cavazza - Without You


É Avincii creio que não vai ser dessa vez que você vai emplacar outro sucesso, porque essa musica não é nem boa e nem de longe tem cara de hit. Parece só uma mistura bem ruim de OneRepublic com uns beats bem genéricos de EDM.

Pavilhão 9 - Antes Durante Depois


Esse som ja é bem melhor que o anterior comentado aqui, mas ainda to sentido falta de personalidade no som.

P!nk - What About Us


Essa uma musica bem na linha do que a P!nk tem feito, um inicio mais lento no piano e um refrão explosivo. Não me agrada muito, mas quem curte P!nk é bem provável que possa curtir esse som.

Gabrielle Aplin - Waking Up Slow


O começo mais lento indo a uma linha Pop Alt bem parecido com a Lorde e Halsey eu curti bastante, ja o refrão mais Pop não achei tão legal. Ainda sim uma boa musica, vale a ouvida. 

Paulo Milkos - Todo Grande Amor


Chata igual todas as musicas recentes do Titãs.

Lika - Hoje Eu Quero Zoar


Esse som aqui na mão do João Brasil produzindo iria virar hit, mas com essa produção fraca ai meio Funk Soft meio EDM não deu boa.

Jessie J - Real Deal 


A produção dessa musica ta bem boa até, beat bem feito e tal. Mas a Jessie J não se saiu muito bem , vocal bem passável e o refrão pouco cativante. 

Sain - Dose de Adrenalina


Som legal, o beat e flow do Sain são bons e as letras não são nada de muito diferente, mas também não são ruins.

Oriente - Isso é Rap


Musica para testar o grave do som do carro, fora isso pode pular.

MC Mirella e MC Bella - Te amo piranha


Baita propaganda enganosa o nome da musica, tu vai ouvir esperando um pancadão sinistro e vem um somzinho com uma puta pegada Funk Soft.

Detonautas Roque Clube - Nossos Segredos


Se já é difícil agüentar uma musica padrão do Detonautas, imagina ouvir uma baladinha guiada pelo piano. Desafio alguém conseguir chegar até o final. 

Steve Winwood - Back in the High Life Again


Belíssima musica, construção de cada trecho dela é um capitulo a parte. Tudo na musica é incrível do instrumental a letra, trabalho impecável do Steve Winwood. Termine de ler esse quadro e escute essa musica.

Zeca Baleiro feat. Alessandra Maestrini- Que Amor é Esse


Tribalistas, Detonautas e Zeca Baleiro na mesma playlist. Meu psicológico foi pro caralho.

Queens of the Stone Age - The Evil Has Landed


O lançamento anterior foi um pouco melhor, mas essa aqui ta longe de ser inferior. Excelente musica destaque pra linha de baixo aparecendo muito bem. Depois desses dois lançamentos, não tem como não ficar muito empolgado para esse próximo disco do QOTSA.

CRÍTICA | Planeta dos Macacos: A Guerra (2017) (Sem Spoilers)


É notável que, apesar de se chamar Planeta dos Macacos – A Guerra, este é o filme mais contido da trilogia. O Desenvolvimento dos personagens em meio ao holocausto da guerra, é o que move o longa para uma conclusão perfeita para a série iniciada em 2011.

Andy Serkis vive novamente Cesar, desta vez em confronto direto com o exercito americano, liderado por um coronel impiedoso, interpretado por Woody Harrelson. A figura de Harrelson remete diretamente ao seu personagem em Assassinos por Natureza (1999). Claro que guardadas as devidas proporções na comparação, mas com seu ar sádico, temos ao inicio do filme ele sendo o que a trilogia ainda não havia tido: um vilão central.


Seus atos influenciam diretamente a César, que entra em conflito consigo mesmo. Se no segundo filme o herói dos símios parecia ter sua opinião formada sobre os humanos, aqui ele volta a se questionar se realmente poderá haver paz entra as duas espécies. E se não existem grandes batalhas durante o longa, o roteiro mostra que o holocausto da guerra afeta até os mais sábios.

E se o filme original, lançado lá em 1968, fazia criticas acidas a natureza humana da guerra, esse terceiro filme retoma isso e é muito assertivo. Donald Trump no poder dos EUA tem aberto muitas discussões sobre seus métodos questionáveis, e em certos momentos ficam claras as referencias diretas a elas e ao lado ruim do espirito “patriota” americano (reparem na expressão de César ao ouvir o hino americano sendo tocado para o exercito de soltados).


Devemos levar em consideração também as referencias diretas aos longas originais. O roteiro traz nomes de personagens clássicos e cenários dos filmes anteriores com naturalidade, sem soar como simples “fan-services”. Tudo isso acompanho de um trabalho de efeitos especiais que deixam no passado o visual do Planeta dos Macacos – A Origem (2011), que deixava muito a desejar. 

Michael Giacchino surpreende com uma trilha contida, que acompanha os acontecimentos das cenas sem precisar traduzir os sentimentos que elas devem provocar. E falando em pontualidade, Steve Zahn interpreta um macaco que fica responsável pelo alivio cômico do filme. O humor que o personagem trás se mostra necessário para não nos afundarmos apenas na melancolia, ao mesmo tempo que não nos tira do peso das tragédias.


Fechando o arco do belo e complexo personagem Cesar (figura messiânica, que chega ao ponto de ser literalmente crucificado neste filme), Planeta dos Macacos – A Guerra é um dos melhores exemplares da sétima arte do ano de 2017. Ele entra para a lista de melhores fechamentos para trilogias e faz jus ao que de melhor o universo criado em 68 trouxe para o cinema.

RPS Musical #16: 07/08/17



Olha ai o RPS ta no ar, essa semana até com bastante coisa interessante. Então boa leitura a todos.

Camila Cabello feat. Quavo - OMG


O beat da musica é bom, a Camila ta cantando em uma pegada meio Rihanna que acabou funcionando bem na musica. A participação do Quavo é pouco inspirada como de costume nas 3000 participações que ele tem feito atualmente, o refrão meio repetitivo acabou dando uma cansada la para o meio da musica, mas no geral é uma musica ok. 

Oriente feat. Criolo - Oriente-se


O beat com o grave pesadão ta excelente, o resto ta bem na média. Vale à pena dar uma ouvida.

Imaginasamba feat. Simone & Simaria - Fica


Não fica.

Jordan Rakei - Nerve


Um Jazz Popzinho bem agradável de ouvir, nada muito mais que isso.

Juicy J feat. Offset - Flood Watch 


Excelente lançamento do Juicy J, destaque para o beat que vai muito em uma linha Three 6 Mafia. 

Brett Eldredge - Not Stopping You


O Brett já teve sons melhores, mas ainda sim é uma boa musica. Country mais lentinho acompanhado da potente e grave voz do cantor.

Daya Luz - Depois Não Chora


Depois? To chorando agora. 

Heavy Baile feat. Tati Zaqui e Leonardo Justi - Catuaba


Os vocais não ajudam muito, mas a produção do Hevy Baile carrega bem a musica.

G-Eazy - Nothing Wrong 


Sem duvida o melhor som do G-Eazy que eu ja ouvi, bem diferente de todos os hits que o Rapper emplacou. Rap simples sem elementos Pop pra emplacar no radio, sem participações que pouco contribuem, só o G-Eazy rimando em cima de um bom beat.

Elza Soares & Pitty - Na Pele 


A parceria das duas cantoras não deu uma química tão boa, mas ainda sim é uma boa musica o instrumental e a letras seguraram. 

Natiruts - Na Positiva


Esse som ta bem em uma vibe Frejat, o que deixa tudo mais complexo de apreciar.

Vanessa Da Mata feat. Baiana System - Gente Feliz


Eu gosto muito do som do Baiana System, já o da Vanessa Da Mata nunca me desceu muito bem. Então essa musica acabou sendo bem meio termo pra mim, tendo altos e baixos.

Ivete Sangalo feat. Wesley Safadão - À Vontade


Musica bem fraca, instrumental mega chato e uma letra cheia de versos aleatórios. 

Lucas Lucco feat. Mc Lan - Tic Tac


O beat e as partes do Mc Lan tão bem funk pesadão, agora o Lucas Lucco com esse vocal chatissimo de Funknejo atrapalhou bastante o resultado final. 

Claudia Leitte - Baldin de Gelo


Claudia Leitte fazendo Reggaeton era tudo que eu não precisava ouvir, se essa aqui é a musica que iria colocar ela no mercado americano posso dizer que é melhor a gente colocar as fichas na Anitta mesmo.

Os Paralamas do Sucesso - Não Posso Mais


Realmente não to entendendo o Paralamas lançar musicas novas, sendo que elas são idênticas as antigas só que com letras e instrumentais bem inferiores. Totalmente passável essa.

A$AP Rwelvyy feat. A$AP Ferg - Hop Out


Trap do mais genérico. Letra, Beat e Flow idêntico de varias outras musicas. 

Far from Alaska - Flamingo


Som muito foda, excelente trabalho da banda. A musica tem vários elementos do rock dos anos 90 umas linhas de guitarra e baixo que lembram Rage Agains the Machine e um pouco o Faith No More também, alem do Stoner sujão que ja era característica da banda.

R3HAB feat Felix Cartal - Killing Time


Killing My Time 

Rashid feat. Ellen Oléria - Se Tudo Der Errado Amanhã


Caralho, mais um excelente trabalho do Rashid. Letra impecável, beat muito bom e o flow característico do Rashid. A participação da Ellen Oléria no refrão deu um toque extra de qualidade na musica.

CRÍTICA | Dunkirk (2017): O Homem contra um inimigo sem rosto (Sem Spoilers).


A região portuária de Dunkirk (Dunquerque no português) foi a região aonde 300 mil homens ficaram encurralados entre o exército alemão e o mar. Em maio de 1940 a vida desses homens foi o alvo dos ataques e dos esforços de duas forças uma para salvar e a outra para destruir, um espaço de tempo aonde a sobrevivência era tudo o que importava. 

O novo filme dirigido e escrito por Christopher Nolan (trilogia Batman, O Grande Truque, etc) foca em um aspecto da vida humana que, apesar de corriqueiro, é ressaltado em tempos de grande crise como uma guerra, sendo esse aspecto o da sobrevivência. Por muitas vezes essa pode ser desonrosa, suja, desesperadora; a sobrevivência pode parecer até sem proposito frente a tamanhos obstáculos.

É nesse ponto que Nolan e sua equipe nos coloca com esse novo filme de duas horas (até curto levando pelos últimos filmes do diretor inglês). A câmera de Hoyte Van Hoytema nos coloca exatamente aonde estão os personagens, um subjetivismo impressionantemente plástico e igualmente visceral, mesmo sem todo o aspecto gráfico que temos em outros filmes como Resgate do Soldado Ryan e Corações de Ferro. Os planos são belamente pensados para trazer o máximo de sensações possíveis ao expectador, manipulando os ângulos e enquadramentos, num belo uso do cenário e dos objetos para criar perspectiva e percepção de tempo.


Para manipular tudo para que se torne possível o aproveitamento máximo dessas sensações, o filme é dividido em três perspectivas: A visão dos soldados encurralados, a visão dos marinheiros civis que se voluntariaram e a visão dos pilotos de avião, sendo que essas três perspectivas se passam em períodos de tempo diferentes, mexendo também com a nossa percepção de tempo e a nossa visão. O piloto vê e ouve na distância aquilo que vimos minutos antes (ou depois) acontecer bem na nossa cara. A tensão aumenta ou diminui conforme sua proximidade da situação e em nenhum momento o filme nos permite tomar distância como observador. Se não é a explosão que nos amedrontar por vir de longe, é a artilharia no encalço ou os problemas que surgem de um resgate. 

Perceba que até agora, mesmo falando do filme ainda não citei nenhum dos personagens em especifico. A verdade é que os personagens são pouquíssimos explorados como indivíduos ou personalidades fortes de fato. Entendemos ali como cada um se encaixa naquela situação em especifico e vemos suas reações durante cada desventura, porém não sabemos quase nada do que veio antes ou depois, o que deixa os personagens um tanto rasos e, não fosse a proximidade que temos da situação, seriam um tanto desinteressantes. Particularmente a escolha de abandonar totalmente esse desenvolvimento não me agrada, tanto que, sem uma pesquisa rápida no IMDB o nome de nenhum personagem me salta a cabeça. 


Mesmo sendo uma escolha controversa, ela funciona na proposta apresentada pelo filme assim que o mesmo deu início: mostrar todas aquelas peças sendo movidas no tabuleiro contra um inimigo impessoal e implacável. 

A cena que abre o filme não nos mostra o rosto de quem nos ataca, somente ouvimos e vemos as balas atingindo seus alvos. Os inimigos são as balas, as bombas, as armas que surgem no quadro sem um rosto apoiado ou uma mão no gatilho. É a luta do homem para sobreviver frente ao desconhecido, ao apático. Alguns filmes de guerra (inclusive os supracitados) tiveram como uma de suas facetas humanizar o inimigo, mostrando que este lado da guerra não está mais certo que aquele. Dunkirk não busca isso nem de longe. Não são pensados os porquês da guerra nem os custos, não se investigam os sacrifícios no fronte em contraponto aos governantes que discutem a vida de milhares como se fossem números numa folha de papel. 

Em um dos momentos silenciosos do filme, três dos soldados sobreviventes até aquele ponto veem um homem entrar no mar, tirar seus aparatos e mergulhar contra a maré que subia. No começo do filme o texto diz que é necessário um milagre, o mesmo milagre necessário para um só homem vencer a maré incontrolável. Seja o mar, a morte, os alemães, o desespero, qualquer qualidade de rosto ignoto, são aqui o alvo da metáfora que permeia o filme todo. Outro ponto que é salientado aqui, inclusive no exemplo que usei antes, é que um homem não pode enfrentar a maré, mas o coletivo lutando junto pode sim conseguir tal milagre. Pelo menos pode tentar.


Todas essas cenas são pontuadas no tempo certo com a trilha de Hanz Zimmer, está que não possui um tema central tão marcante quanto vemos num “Piratas do Caribe” por exemplo, mas que casa bem com a proposta do filme. Assim como a maior parte dos aspectos aqui apresentados, sejam eles diluídos ou potencializados, todos são manuseados para que beneficiem as sensações daqueles sentados no cinema, goste ele ou não. 

Dessa forma podemos perceber certas características do diretor, este que é um tópico de debates sempre que seu nome vem à tona, se potencializaram em detrimento de outras que, sinceramente, me fazem falta em alguns momentos. Uma coisa que irrita bastante é a necessidade que vemos de jogar na cara coisas que poderiam muito bem ser deixadas sem um comentário propriamente dito. Soldados se tornando filósofos em situações de desespero e a mesma característica do mar sendo repetidas em duas cenas seguidas me deixaram com a sensação de ser um idiota (não que eu não seja). 

Só para não deixar de fora, o filme conta com um elenco composto por nomes como Mark Rylance, Tom Hardy, Kenneth Branagh, Harry Styles, Billy Howle, entre outros. O filme infelizmente não possui nenhum personagem feminino de destaque, assim como possui uma gama étnica monocromática de personagens. Presta atenção Nolan!


Por fim, pode-se concluir que Dunkirk é um filme extremamente bem executado e que traz uma experiência cinematográfica e sensorial espetacular. Para aqueles que forem assistir dublado, assim como eu, vão encontrar boas vozes para cada personagem ali apresentado. Caso seu bolso e localidade lhe permitam, recomendo assistir em IMAX pois tal recurso deve intensificar por mil a sua reação ao filme. 

Mesmo em meio a tal furacão mundano podemos ver uma ponta de esperança, num filme que mostra que, em meio ao fogo e ao ódio, o esforço do homem comum ainda pode ser o suficiente para quebrar as ondas, bater a maré e deixar Dunkirk, seja lá o que ela for.

RPS Musical #15: 30/07/17

POR VINICIUS JOKER



=
Mais uma edição do RPS ai, vamos direto pras reviews que eu to sem saco pra introdução. Boa leitura!

Mick Jagger - Gotta Get A Grip


Jagger apresentou nessa musica uma mistura do Blues Rock característico do Rolling Stones misturando com uns elementos eletrônicos, a combinação não ficou ruim é uma musica que da pra ouvir tranquilamente, mas ao mesmo tempo não existe nada de muito destacável nesse som.

Karol Conká - Bate a Poeira Parte II


O começou parecia que vinha algo meio EDM genérico, mas depois virou um som bem legal na linha dos trabalhos da Karol, ta ai uma boa musica. 

Stereophonics - All In One Night


Quase dormi.

Scalene - cartão postal


Eu gosto de Scalene, mas essa aqui não fui muito com a cara não, parece que não acaba nunca.

Macklemore Feat. Lil Yatchy - Marmalade


Por mais que eu goste do Macklemore esse som aqui não desceu, beat bem chatinho, a letra é fraquinha e a participação do Yatchy não ajuda muito.

Chico Buarque - Tua Cantiga


Bom é Chico você deve imaginar o que vem né. Ótima musica, com uma melodia bem cativante. 

POLLO feat Mc Pedrinho - Fim de Semana na Quebrada


POLLO fazendo Trap não né pai.

Paulo Miklos - Vou Te Encontrar


Consegue ser pior que as musicas mais novas do Titas.

Julia Michaels - Uh Huh


Como eu ja disse em uma outra edição eu acho a Julia Michaels uma cantora com muito potencial, só que mais uma vez não foi dessa vez que ela lançou algo condizente do potencial dela. Musica bem chatinha, refrão repete de forma que chega a ficar irritante. 

MC Bin Laden - Tototo


Em comparação aos lançamentos recentes do Bin Laden esse som novo ta bem melhor, creio que pela produção que ta muito boa.

1Kilo - Duro Igual Concreto


Duro igual ouvir essa musica até o final.

The Killers - Run For Cover


Tem bem a cara do The Killers essa musica nada de novo. Eu gostei, mas entendo totalmente quem não gostar.

Projota - A Milenar Arte de Meter o Louco


Esse som é bem melhor que as musicas padrões do Projota que parecem feitas para comercial de loja de departamento, ainda sim não foi das coisas que mais me agradou. Rola umas forçadas nas rimas pra encaixar umas referencias diferentes que não caiu bem.

MC Hollywood - Por Favor 1 Minuto de Atenção 


A musica começa com "1 Minuto de Atenção de todas as novinhas”, depois disso não precisa mais de nada que ja é jogo ganho.

Alok feat. Matheus e Kuan - Villamix


Tentando esquecer que ouvi essa musica, porque sertanejo universitário com cara de Summer House não dá não. Já to vendo que a próxima vai ser um Funk EDM com Alok e Dennis DJ.

Oriente - R.A.P.


É uma mistura de Pavilhão 9, Planet Hemp e Rage Against the Machine que não virou muito.

Charli XCX - Boys


O beat misturando Pop Alt com Rap é até que bem legal, mas tem alguma coisa no vocal da Charli que sempre me incomoda.

Dimitri Vegas & Like Mike feat David Guetta e Kiiara - Complicated


Mais um EDM genérico da escola David Guetta, dessa vez inclusive com a participação o próprio.

Bruna Pinheiro - Conversa pra Boi Dormir


Musica pra boi chorar.

Whipallas - Need a Hand


Olha um Rock Alternativo com uns elementos de Funk Music e Reggae na medida. Destaque a parte para as linhas de guitarras, que tão dando um show.

Kesha – Learn To Let Go


Olha ai mais um som da Kesha, dessa vez a cantora resolveu investir em uma pegada mais Synthpop que lembra certas musicas da Carly Rae Jepsen. No geral a musica é mais fraca que as anteriores, mas ainda tem alguma qualidade.

RPS Musical #14: 23/07/17


Chegando edição nova do RPS, já adianto que hoje temos menos reviews que de costume porque a playlist apresentada pelo Spotify tinha muita pouca coisa inédita, tava cheio de remix, versões ao vivo ou musicas que já saíram há tempos. Então apesar de tudo es ta ai os lançamentos.

Lana Del Rey - 13 Beaches


Olha essa deve ser a musica da Lana Del Rey que mais me agradou até hoje, embora não o suficiente para que diga que gostei mesmo da musica. Mas essa linha que ela apostou indo em uma pegada mais Pop Alt tradicional lembrando um pouco certos trabalhos da Lorde e da Halsey me agradou mais.

Louis Tomlinson feat. Bebe Rexha e Digital Farm Animals - Back To You


Pop com um dueto romântico bem comum. Nada de especial nessa. 

Hungria - Coração de Aço


Hungria é o Cabal atual como acréscimo do beat de Trap.

The Weather Station - Thirty


Folk Rock bem divertido recomendo para quem curte os sons mais agitados do HAIM.

Steve Aoki feat. Bad Royale, Ma$e e Big Gigantic - $4,000,000


Aoki tentando entrar no universo do Trap, mas falhando miseravelmente. 

Brady Wyatt feat. Clifflight - Roots Around My Ribcage


Ótimo trabalho de produção do Brady Wyatt, com destaque para as linhas de baixo. Um Pop Alt com uma dose de Funk Music que vale a pena a audição.

Paulo & Jean feat. Loubet - Carinhosamente


Poderia perder tempo aqui fazendo uma review dessa musica, mas vou deixar essa primorosa rima que você encontra durante a musica "Gelo e fogo, olha você ai virando o jogo de novo". 

Jota Quest - Pra Quando Você Se Lembrar de Mim


Acho que eu não preciso comentar nada sobre. 

Shania Tawin - Poor Me


Shania Twain fazendo uma musica que parece EDM é tudo que eu não queria ouvir. 

Rico Dalasam - Fogo em Mim


Rap pra baladinha. Quem curte os sons mais festeiros da Karol Conka vai curti essa. Só acho que poderiam ter esperado o verão pra lançar essa musica, puta frio rolando e o cara cantando "esse verão que nunca acaba".

Dani Russo - Eu Vou


Diga não ao Funk Soft.

Pavilão 9 - Tudo por Dinheiro


Eu acho o Pavilhão 9 muito foda, mas essa musica deixou a desejar o instrumental ta legal, mas o vocal e a letra soam pouco inspirados. 

JP Cooper - She's On My Mind


Parece uma musica do Ed Sheeran só que cantada por outro cara. Se curtir o Sheeran vale a pena dar uma conferida, se não pode pular.

Cortesiadacasa - Sinais


O beat misturando Rap com Funk Music ficou bem legal, mas o flow dos rappers não combinou, parece que fica faltando alguma coisa.

Black Days - Ensaio sobre a Loucura


Um Hardcore Melódico até que bem interessante, o riff sai bastante da linha do Hardcore o que deixa com uma cara diferente.

Luísa Sonza - Olhos Castanhos


É um Pop voz e violão, mas parece gospel e tem cara de sertanejo universitário. É basicamente o suco de laranja que parece limão e tem gosto de tamarindo.

Dead Man Winter - Lutsen


Ja aviso de inicio que essa musica não é para todo mundo, se você não gosta de musicas que são apenas instrumental, duram longos minutos e tem com uma progressão lenta passe bem longe dessa. Mas se esses elementos te agradam esta aqui uma ótima pedida, o trabalho do Dead Man Winter esta primoroso cada pequeno elemento da musica merece destaque. 

Tyler, The Creator - Who Dat Boy


Ótima musica, tudo nela encaixa perfeitamente. O beat é um destaque a parte a forma com que ele vai progredindo com a evolução da musica é algo sem duvida a se destacar. E bom a parte do Tyler nem precisa falar, o cara ta mandando muito bem tanto no flow quanto na letra.

CRÍTICA | Castlevania - Netflix: 1ª Temporada


Eu não sou nem de longe um entendedor de Castlevania, meu conhecimento da história nunca passou de saber duas coisas: o nome do protagonista e o fato de que eu deveria matar o Drácula. E assim eu joguei Castlevania no Snes, no PS1 e no DS do meu tio, sem finalizar nenhum, mas sempre me divertindo imensamente com o processo.

Eis a minha surpresa quando, em uma de suas Newsletters Warren Ellis anuncia que está escrevendo o roteiro para uma animação desta série de jogos que será produzida pelo Netflix, a plataforma de streaming padrão de muita gente. Bom, eu assisti e depois eu reassisti porque uma temporada de série que dura menos que 3 horas é algo impressionante.

Impressionante nem sempre quer dizer bom, nem quer dizer ruim também.


Este projeto está em "desenvolvimento" desde 2007, quando o famoso autor de quadrinhos entregou seu primeiro rascunho para uma animação baseada em Castlevania III: Dracula's Curse. Contudo, muita coisa pode mudar em 10 anos, tanto na vida de alguém como nos projetos da mesma. Tendo isso em mente, vamos ver no que deu. 

A série começa nos apresentando à Lisa, uma cientista envolta em um mundo religioso que busca se desvencilhar das amarras de sua época e realmente ajudar as pessoas através de remédios e invenções. Para tal ela vai atrás da ajuda do já conhecido Drácula, o vampiro mais famoso que, na série, se encontra recluso dentro de seu castelo e, segundo a cientista, possui conhecimento secreto. Nos primeiros segundos já percebemos que Lisa é diferente dos outros habitantes de sua época, fato também notado pelo vampiro, já que ela não o trata como um monstro, mas sim como alguém cuja humanidade deve ser respeitada e dada de volta.

Infelizmente, eram tempos cruéis, ciência era bruxaria e, como uma bruxa, Lisa é queimada nas fogueiras da Igreja católica, fato que desencadeia a fúria de Drácula através das terras de Wallachia em um banho de sangue e ódio, a punição de um monstro que teve seu último traço de humanidade, sua esposa, tirado de si.


Nesse interim de destruição e desgraça somos apresentados a Trevos Belmont, um membro da reclusa família Belmont, uma famosa linhagem da região que a muito abandonou seu dever hereditário: caçar vampiros e criaturas sobrenaturais. O personagem começa como um bêbado fanfarrão e vai se desenvolvendo conforme a série caminha, adquirindo responsabilidades.

Alguns outros elementos também são importantes para o desenvolvimento da série como o Clã dos Speakers, devotos a tradição oral que vivem como nômades para ajudar aqueles que precisam. Também temos uma forte participação do clero, sendo O Bispo a personagem que melhor representa uma igreja maligna e interesseira que, em nome de Deus, toma atitudes que alimentam seu próprio ego e interesses escusos.

Esse é o cenário, caro leitor, que você encontrará nesta curta jornada. Passando isso, vamos a minha opinião.

A série, apesar de curta, não perde muito de seu desenvolvimento. É fácil entender o que cada personagem quer e os fortes traços de personalidade que os definem, sem uma grande profundidade, mas se afastando também de um nível que trouxesse à tona o desinteresse. A escrita de Warren Ellis (Transmetropolitan, Planetary, The Wild Storm, Normal) vem enxuta nos diálogos, condensando informações importantes e desenvolvimento de personagem em conversas que ficam no intermédio entre o expositivo e a ação necessária. Particularmente, isso não me incomoda, sendo um experimento que o autor tem feito também em alguns de seus quadrinhos.


A animação é viva em cenas de ação, aonde a violência é visceral e escrachada e os movimentos são bem claros e fluidos, apesar da série ser permeada de escuras sombras e cenários um tanto estáticos. Fora das cenas de luta a animação não chega a ser de má qualidade, como podemos ver em algumas animações da DC Comics (to falando de Piada Mortal), porém não contem uma qualidade incrível de encher os olhos. Em suma, a animação serve bem o seu propósito, sendo esta uma série baseada na ação, assim como o jogo que a inspirou.

A trilha sonora não me chamou atenção, diferente do jogo, que tinha músicas extremamente marcantes e viciantes. Talvez está falha seja minha em não capturar alguma referência feita nas trilhas, mesmo assim não me agradou, parece mais God of War que Castlevania.

Por fim, é uma série extremamente divertida que traz temas interessantes de uma maneira rápida e muito legal. Algumas discussões caras ao Ellis podem ser vistas durante os episódios como essas questões envolvendo ciência e a mistificação da ciência. Os personagens são carismáticos e as cenas de luta são boas e violentas. Com uma segunda temporada já confirmada e um personagem que, para mim, foi uma grata surpresa ao ser introduzido no final, podemos esperar uma outra boa dose diversão, assim que o Netflix resolver que é hora. 

RPS Musical #13: 16/07/17


Começando mais um RPS, vamos logo pra reviews, porque to sem idéia de introdução.

Selena Gomez feat. Gucci Mane - Fetish


Pop radio bem na linha que a Selena Gomez costuma fazer, nada de especial. 

French Montana feat. The Weeknd e Max B - A Lie


O beat é bem fraquinho, mas a musica em si nem tanto. A participação do The Weeknd da uma salvada. 

Fernando & Sorocaba feat. Nego do Borel - Menina Pipoco


Tem Reggaeton, tem Funknejo, tem Funk Soft, tem EDM genérico. Ou seja existe pontadas no rim mais agradáveis que essa musica. 

Prophets of Rage - Living On The 110


Musica bem legal, nada muito a se destacar, mas o instrumental de Tom Morello e companhia sempre é legal de ouvir.

Kesha - Woman


Essa é uma musica de altos e baixos, tem partes realmente boas quando Kesha solta mais a voz, mas também tem partes que ficam só um Pop bem genérico.

Thomas Dybdahl - Like Bonnie & CLyde


Indie Folk bem legal, a crescente que a musica vai tomando com novos elementos se adicionando deu uma cara bem diferente para a musica.

Projota feat. Anavitoria - Linda 


Aqueles sons romantiquinhos do Projota para tocar em loja de departamento no Dia dos Namorados. 

Nine Inch Nails - Less Than


Musica bem com a cara da banda, cheio de sintetizadores e aquela pegada dançante, mas bad vibe ao mesmo tempo. Vamos vê o que vem por ai com esses 3 EP's que a banda vai lançar. 

Lana Del Rey feat. A$AP Rocky e Playboi Carti - Summer Bummer


Desculpa ai quem gosta, mas eu acho tudo da Lana Del Rey bem chato. 

Oh Wonder - Heavy


Synthpop bem gostosinho de ouvir, pra quem curte o estilo provavelmente vai gostar desse som.

Paula Fernandes - Traidor


Reggaeton de baixa qualidade da semana feito por um artista que não é de Reggaeton.

Arcade Fire - Eletric Blue


Das musicas novas do Arcade Fire essa aqui eu achei a mais fraquinha, mas ainda sim tenho gostado dessa fase nova da banda indo a uma linha meio disco dance.

Demi Lovato - Sorry Not Sorry


Nada de especial, mas diverte ao menos. 

O Trago - A Ponte


Instrumental legal, umas melodias boas, letra minimamente interessante. Acho valido dar uma conferida nesse som.

Naira Azevedo & MC Kevinho - Mentalmente


Nem vou entrar em méritos da musica, porque esse cidadão que copia o Livinho não merece. Mas tenho uma duvida, por que diabos eles tão cantando com voz anasalada? 

Os Paralamas Do Sucesso - Sinais do Sim


Bem fraquinha, deve ter pelo menos uma meia dúzia de musicas do Paralamas igual essa.

Ty Dolla $ign feat. Lil Wayne e The-Dream


Aquela música R&B com a participação de um rapper, que tem milhões iguais ai. Tenho certeza que enquanto musicas como essa forem feitas, os programas de musica Pop no meio da tarde de rádios FM continuaram a existir. 

Ego Kill Talent - My Own Deceiver


Aquele Hard Rock moderno idêntico a outros milhares de exemplos. Ja ouviu Shinedown ou Egypt Central então já ouviu essa. 

Letrux - Ninguém Perguntou por Você


Aquelas musicas com letras que tentam ser despojadas e moderninhas. Mas só são muito chatas.

Jack Johnson - My Mind is For Sale


Lembra do Jack Johnson cantando aquela musica junto com o macaquinho George, então essa aqui é idêntica.

Kid Rock - Po-Dunk


Na duvida o que é pior ver o Kid Rock cantar ou dar entrevista. Que musica terrivel de ruim, um porrada de ripoff de outras musica envolto do pouco talento vocal do Kid Rock. 

E-Cologyk feat. Solano - Agora


Highlight da musica "Senta na minha boca".

Neck Deep - Motion Sickness


Neck Deep é um dos grandes nomes atuais do Pop Punk e essa musica nova é uma prova disso, você vai encontrar nessa musica todos os elementos que fazem uma boa musica de Pop Punk. Excelente lançamento.

Coldplay feat. Big Sean - Miracles


Essa era a ultima musica do EP novo do Coldplay que faltava ser lançado, mas ao contrario das musicas anteriores comentadas essa aqui é bem mais na linha Pop que a banda vem tomando nos últimos anos. Apesar de eu não ter achado tão terrível, o riff de guitarra até que é bom e a participação do Big Sean deu uma mão.

Doctor Who | Jodie Whittaker é a primeira Doutora e isso não é problema!


A série Doctor Who ganhou muita repercussão neste domingo (16) após anunciar a escolha da primeira mulher a interpretar o personagem, a atriz Jodie Whittaker. O frenesi foi grande para muitos fãs, uns aceitando a ideia e outros odiando. Mas a verdade é que a série fala sobre diversidade a muito tempo, e quem de fato acompanha sabe muito bem disso.

RPS Musical #12: 10/07/17


Bom ta ai meus queridos mais uma edição do RPS, hoje vamo de introdução rapida porque eu to sem idéa. Aproveite as Reviews.

Zedd feat Liam Payne - Get Low


É um EDM bem generico, com a diferença que o Liam Payne ta tendo desesperadamente emular o Justin Timbarlake.

Urban Cone - Pumping Up Clounds.


Indie Rock alegrinho igual muitos outros. Se curte essa pegada talvez vale a pena ouvir. 

Dizee Rascal - Wot U Gonna Do?


Mais uma semana e mais um Grime. E como ja é de esperar um otimo som, beat bem diferente me lembrou alguns de Horrorcore. 

João Guilherme - Olha Quem Voltou


Quem voltou eu não sei, mas eu sei quem ta indo embora depois dessa musica. 

Jennifer Lopez feat Gente De Zona - Ni Tú Ni Yo


Tenho certeza que sempre que eu escuto uma musica da Jennifer Lopez, uma pequena parte mim morre.

Heavy Baile - C.E.O.N.


Aprende com essa Dennis DJ, é assim que faz Funk moderno sem perder a essencia. Letra sinistra, e o beat com o tamborzão pegado bem na linha Furacão 2000 misturado com uns efeitos de EDM moderno ficou do caralho.

Mahmundi - Imagem


O beat bem Techno europeu dos anos 80 é legal, mas o vocal não encaixou bem e atrapalhou o resultado final.

Coldplay - A L I E N S


Ok, eu não gosto Coldplay e acho que nunca vou gostar, mas assim como a ultima musica revizada deles aqui esse novo lançamento é mais ummelhor que os lançamentos da banda nos ultimos ano. Tenho impressão que quem curte a fase mais antiga da banda vai gostar dessa.

Gold/Shade feat. Neenah - Little Lies


Musica para comercial de modelo novo de celular da Samsung.

Cash Cash feat. Conor Maynard - All My Love


All My Hate

Matheus Queiroz feat. Luccas Carlos – Cartas


Trapzeira bem da generica. Os caras não se esforçam nem pra dar uma cara diferente pro beat.

OneRepublic - No Vacancy


O OneRepublic realmente não sabe mais o que querem da vida, cada musica dos caras é uma coisa totalmente diferente e sempre ruim. Essa aqui tão quase mandando um Reggaeton. 

MC MM - Desce Tequila


A letra é bem a pegada boa do Funk, mas o beat é muito ruim.

Lucas & Steve feat. Mike William e Curbi - Let's Go


Em breve na intro daquele canal de Minecraft.

Capital Cities - Swiming Pool Summer


O som é legal, mas é identico a tudo que o Capital Cities ja fez.

French Montana feat Pharel Williams - Bring Dem Things


Rap bem legal o Montana ta muito bem nessa musica, sem duvida uma das melhores faixas que o rapper já lançou. Participação do Pharel otima como de costume.

Jet & The Bloody Beetroots - My Name Is Thunder


Jet é uma daquelas bandas que copia descaradamente o AC/DC, se isso por si só ja não fosse uma merda, essa musica ainda tem uns efeitos meio EDM devido a participação do The Bloody Beetroots o que só piora o resultado final.

Zalon - Eric


Excelente musica, R&B com elementos de Soul na medida. Arranjo do instrumental ta excelente, com destaque para bateria tomando conta da musica, sem contar é claro o trabalho vocal impecavel do Zalon. 

Henrique e Juliano - De Trás pra Frente


A musica começa com "Nem todo erro é errado". Encerro minha review por aqui.

Kesha - Praying


É uma baladinha ok. Não é muito minha vibe, mas acho que pode agradar bastate gente. Sem duvida é o melhor trabalho da carreira da cantora e provavel o primeiro que realmente deu pra ouvir a voz dala sem aquele monte de autotune.

ANÁLISE | Homem Aranha: De Volta ao Lar (2017)

A Analise contém SPOILERS



“Um filme de Peter Parker”

Essa, que é a frase representada no inicio do filme é um resumo de Homem Aranha: De Volta ao Lar (2017). Um filme que trás o personagem a sua síntese dos quadrinhos do começo ao fim. E quando começa, já representa isso usando o tema clássico do herói na abertura da Marvel Studios.

Se em Homem Aranha 2 (2004), Sam Raimi foi mais afundo em como a vida de herói influencia na vida normal de Peter, em De volta ao lar temos isso mais aprofundado. Toda a ambientação da escola e do relacionamento do personagem com seus colegas é um prato cheio para quem quer se aprofundar no personagem. Finalmente temos um roteirista que sabe representar a adolescência dele (e que provavelmente aprendeu muito vendo Clube dos Cinco e outros filmes do mestre John Hughes, que tem uma pequena homenagem a sua obra na cena em que vemos uma TV passando Curtindo a Vida Adoidado). Já sobre O Espetacular Homem Aranha, lançado em 2012, não podemos dizer o mesmo do Peter aborrecente. 


Tom Roland confere a Peter um carisma nato, já demonstrado em Capitão América: Guerra Civil (2016). A diferença é que desta vez o protagonismo estava a cargo do garoto e ele se sai muito bem. E o já velho de guerra Michael Keaton encara Adrian, o Abutre, com a vilania necessária para o filme. E ao estilo “os fins justificam os meios”, o motivo dele fazer o que faz é mais que justo. Nisso, a principal ameaça que o vilão trás é atrapalhar a vida de Peter, e o apse disso é quando descobrimos que ele é pai de Liz Allen. 

Talvez seja necessária uma certa suspensão se descrença para encarar a história de: “o pai da sua namorada é seu maior inimigo”. Mas quando temos a revelação, tivemos tão poucos indícios disso que somos surpreendidos. (reparem que, quando Adrian, Peter e Liz estão parados no sinal, exatamente quando Adrian diz a frase que serve como uma confirmação de que ele descobriu quem Peter é, o sinal verde é refletido em seu rosto, da mesma maneira que a mascara do vilão). 

E se Peter já havia passado por varias situações que o privaram de viver uma vida normal, essa é a confirmação de que com Liz ele não poderia ter nada. E ótima decisão retirar a cena do beijo dos dois, que foi divulgada nos trailers, mas aqui não está presente. Isso reforça a privação que citei. Sem contar a cena em que, logo depois que Peter acaba de conversar com Adrian e entra na festa, o local é todo desfocado, representando o distanciamento de um momento que deveria ser de felicidade.


Alias, não faltam situações que seriam obvias para o personagem e que não foram representadas em nenhum filme até aqui. Como quando peter está a céu aberto e não tem no que jogar uma teia. Ou quando ele está no topo do monumento de Washington e está com medo da altura. E quando os truques do uniforme começam a se tornarem um “Deus ex machina”, ele é retirado, o que é um alivio, pois todos os gadgets facilitariam demais as resoluções da história.

Felizmente a participação de Tony Stark (Robert Downey JR) é bem modesta, pois jamais confiaríamos em Peter como herói se ele precisasse sempre da ajuda de Stark. A referencia ao quadrinhos, com Peter levantando destroços do galpão é usada não apenas como menção, mas como uma representação de independência do herói. 

A trilha de Michael Giacchino é bem modesta e aqui ele se saiu bem melhor do que sua estreia na Marvel Studios com Doutor Estranho (2016). O mérito mesmo fica para a escolha de outras musicas, como Blitzkrieg Bop do Ramones (não atoa. Afinal, a banda tornou sua versão do tema clássico do herói um ícone).


Se Mulher Maravilha (Crítica Aqui) é um filme que representa muito do que a DC é nos quadrinhos, Homem Aranha representa muito do que a Marvel é, principalmente a essência do dito “amigão da vizinhança” no universo da editora. Esse, sem duvida é o maior mérito que esse filme tem. E o maior presente aos fãs do herói.

PS. Já estava mais do que na hora que uma cena pós créditos fizesse uma auto sátira ao conceito. Valeu capitão!


UP - Altas Aventuras (2009): velhice, solidão, e felicidade


A Pixar é um estúdio que alcança êxito na maioria de suas animações. Logo em sua primeira, nos apresentou o universo dos brinquedos de Toy Story (1995), seu maior sucesso até hoje. Em outras oportunidades, mostrou-nos a vida dos insetos, peixes, Super Heróis e no ano de 2009 a vida de um simples senhor de idade que, ao perder a esposa, resolve viver seu sonho de criança.

UP – Altas Aventuras (2009) trata de temas que a principio não se relacionam com uma animação destinada a crianças. Seu personagem principal, Carl Fredricksen, enfrenta uma fase difícil da vida: A velhice, acompanhada da perda de sua esposa, Ellie . O filme começa mostrando como os dois se conheceram ainda crianças e tiveram uma longa vida juntos. Ainda neste meio tempo, houve o desejo de terem um filho, que é ofuscado pela esterilidade de Ellie (um tema delicado, mas mostrado de maneira sutil). 


Com a morte dela, Carl se vê sozinho e prestes a ser levado a um asilo, e a cena que melhor representa isso é quando um construtor quase destrói a caixa de correios com a assinatura de Ellie. Quando Carl briga para guarda-la e acaba aceitando o construtor que é ferido. Sem amenização, o personagem sangra e a reação das pessoas em julgamento a Carl o assusta. Isso não é nada diferente do que muitos idosos vivem diariamente. Por serem considerados velhos demais para terem atitudes próprias, são oprimidos sem compreensão.

Sendo vendedor de Balões, Carl resolve fugir com sua casa os utilizando, em um momento que se tornou um dos mais marcantes da história da Pixar. Ele só não sabia que o jovem Russell estava lá, este que o vai acompanhar durante a história, onde encontram pássaros raros e cachorros falantes. Tudo muito ficcional, mas sem tirar o peso dos momentos dramáticos.


O próprio Russell também serve como parâmetro para esses momentos. O Garoto sofre com a ausência do pai, e sem transformar isso em um melodrama clichê, o filme trabalha a relação dos dois personagens, que encontram na amizade um do outro respostas a esses problemas. Alias, a cena em que Russell diz a Carl sobre sua relação com o pai é precisa, pois não se atem a grandes explicações sobre a situação, e mesmo assim entendemos.

É claro que nem só das tristezas da vida o filme se faz. Essa identificação dos dois torna a de Carl e Russell ao final, muito compreensivel. E quando o próprio Carl compreende isso, ele também descobre que para Ellie, ele foi sua grande aventura. Tanto que o filme não se esquece de deixar claro que ela foi feliz ao lado dele. Afinal, não existe só drama ou comédia em nossa vida. Ela feita de um pouco de tudo e até mesmo uma simples animação pode mostrar isso.


Mesmo que a preferencia seja sempre ao trabalho original, recomendo a versão dublada do filme, que trás Chico Anysio como a voz de Carl. Se existe o preconceito as animações sobre o quão infantilizadas elas são, não podemos dizer isso de filmes como UP. Por trás da simples aventura existem temas de identificação para todos os públicos. Não atoa o estúdio é tão bem sucedido na maioria de seus trabalhos.