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BOMBA! Liga da Justiça: Sai Zack Snyder e assume Joss Whedon de Os Vingadores


Devido ao suicidio de sua filha no ultimo mes de março, Zack Snyder resolveu deixar a direção do filme Liga da Justiça para ficar com sua familia. Agora, a escolha para substituição foi bem inusitada: Josh Whedon, responsável pelos filmes primeiros filmes de Os Vingadores da Marvel Studios. O Próprio Snyder revelou isso ao Hollywood Reporter

Whedon já está envolvido com a Warner na produção do filme da Batgirl. Apesar do filme da Liga já estar 80% finalizado, já havia sido noticiado que ele passaria por refilmagens, fora o processo de edição e montagem final. Agora as refilmagens e finalização estarão aos cuidados de Whedon, que pode resolver muitos dos problemas vistos em Batman V Superman.

Acima de tudo, que neste momento de dificuldades Snyder fique melhor ao lado de sua familia. O Diretor disse que ficará o resto do ano aos cuidados dela, sem previsão de retornar a direção. Lembrando que mesmo depois da noticia da morte da filha em março, Snyder ainda ficou quase 3 meses na produção da Liga. Força Snyder!

Avatar (2009): O filme sobreviveu ao tempo?


Oito anos se passaram desde o lançamento de Avatar (2009), ultimo filme lançado de James Cameron (também responsável por Exterminador 1 e 2 e Titanic), e com certeza muita coisa mudou. O Filme foi uma revolução em efeitos visuais e na utilização do 3D, visto que o diretor ficou mais de 15 anos na pré-produção do filme, desenvolvendo ideias e buscando recursos. O Resultado foi alcançado, e não atoa o filme é a maior bilheteria da história do cinema. Mas ele sobreviveu ao tempo?

Me espanta perceber que muitos rejeitam o filme hoje em dia. A história do rapaz que se apaixona por uma nativa e muda seus princípios já foi vista diversas vezes, mas o foco não é só esse. Se em Titanic Cameron focava-se no romance, aqui o universo do planeta Pandora é o verdadeiro personagem principal. Durante muito tempo, o personagem Jake Sully tem a missão de aprender sobre aquele planeta e sobre a ligação que existe entre todos os servem que ali habita. Nisso, somos levados a uma explosão efeitos visuais, que apesar de algumas ressalvas, ainda sobrevive ao tempo.


A medida que nos encontramos acompanhando a jornada de Jake em Pandora, é um choque a cada vez de retornamos para o ambiente dos humanos. A explosão visual é tão poderosa que serve também para entrarmos na percepção do personagem, que sempre que retorna a seu corpo humano, sente a perda da liberdade que ganhou. Aqui os efeitos trabalham em função da história e ressalta o remoso que Jake passa a sentir em ter que trair os nativos. Sam Worthington com certeza não é um ótimo exemplo de bom ator, mas é levado pelo ritmo do filme (sem contar que grande parte do filme ele está sobre efeitos...mas enfim).

Curioso é ver Stephen Lang como Coronel Quaritch, que em um filme típico de brucutus de ação seria a figura escrachada e heroica que aplaudiríamos, aqui surge como um vilão impiedoso. Suas frases de efeito soam tão absurdas e preconceituosas quanto as que possivelmente os português falavam sobre os índios aqui das terras tupiniquins. Alias, o filme todo tem inspiração na colonização do Brasil, nos movimentos hipies dos anos 60 (e em Dança com Lobos com Smurfs, segundo o South Park)


Interessante ver também alguns ecos da filmografia de Cameron como diretor. O robô utilizado pelo Coronel Quaritch na sequencia final, saiu de Aliens – O Resgate (1986). E falando nas qualidades de Cameron, cenas de ação nas mãos dele são absurdas, pois nunca ficamos sem entender o que se passa (revejam Exterminador 2 e Aliens). Fica claro que a intenção dele é sempre criar um espetáculo aos espectadores. Não é atoa que o clímax é grandioso e com cenas angustiantes.


Talvez a mensagem humanitária e ecológica do filme soe muito pretenciosa para a maioria, por isso o filme tenha sido rejeitado com o tempo. Mas considerando suas qualidades visuais e narrativas, como cinema, Avatar colabora nisso. E nesse espetáculo que James Cameron sabe criar muito bem, ele merece aplausos. Ou pelo menos a benção da deusa Eywa.

RPS Musical #05: 20/05/17


Opa  meus queridos começando mais uma edição do RPS. Essa semana não teve nenhum grande lançamento, apesar de algumas musicas boas as maiorias dos lançamentos foram bem medianos. Então aproveitem  o post!

Iggy Azalea Feat. Anitta - Switch


É uma musica bem da genérica, não tem cara que vai ser um grande hit ou algo próximo disso bem na linha dos recentes lançamentos da Iggy Azalea musicas genéricas sem nenhum apelo. E a participação da Anitta só vale ser destacado por ela ser uma cantora do nosso Brasilzão, porque o que ela faz nessa musica poderia ser feito por literalmente qualquer outra cantora.

Royal Blood - Hook, Line e Sinker


Gostei bem mais que a anterior lançada pelada dupla, rock alternativo pra quem curte uma pegada mais sujona.

Bruno e Barreto - Cópia Mal Feita


Falta de dicção, nada mais a comentar.

MV Bill e MC Cidinho - Cidade do Pecado  


Excelente musica, letra foda e o beat encaixou perfeito na musica. Por Favor, mais raps com letras pesadas + beat de Funk.

Camila Cabello - Crying in The Club


Uma mistura de Rihanna e Sia que ficou bem fraco, pop genérico pode passar.


Matheus Torreão - Adeus Meu Rock'n'Roll


Rockzinho retro bem divertido.


Katy Perry Feat Nicki Minaj - Swish Swish


Se a musica anterior lançada pela Katy Perry apesar de ruim ainda tinha elementos que salvava, essa aqui é totalmente dispensável. Musica fraquíssima, com aquele beat de EDM genérico padrão Timbaland em 2006.

Marcos e Belutti - Pula a Cerca


Eu elogiei a umas semanas uma musica da dupla, mas essa semana não vai dar pra repetir os elogios. Porque essa musica nova é só um daquelas sertanejos universitários bem passáveis.
Rancid - Telegraph Avenue

Aquele Punk Rock padrão do Rancid, mas bem bom de ouvir.


Mallu Magalhães - Voce Não Presta


Mallu Magalães melhorou muito da época que ela ganhou destaque na mídia, mas eu ainda acho bem chato o som que ela faz, mas imagino que essa musica aqui vai agradar os fãs de um MPB  moderno.
Tati Zaqui - Placa no Chão

Ótima pra ouvir enquanto você repensa os erros da vida, a musica é um progressivo da ruindade, cada segundo ela vai piorando.

Xxxtentacion - Looking For a Star


Esse é um daqueles traps bem fracos, cheio de autotune e com um beat randomico.
Ana Gabriela - Frase Certa

A frase pode até estar certa, mas o Close ta errado.

Linkin Park - Talking to My Self


Um aviso pro Linkin Park, Fall Out Boy só tem um chapas. Esse Rip-off de vocês ai fracassou.
Bebe Rexha Feat Lil Wayne - The Way I Are

Mais uma musica ruim da Bebe Rexha, segue o jogo.


The Aces - Baby Who


Musica bem dançante, na linha do HAIM banda que eu comentei em edições anteriores. Vale a pena dar uma conferida.

Robin Schulz feat James Blunt - OK


Eu achava que não tinha como o James Blunt piorar suas musicas, ai ele lança uma musica com elementos de EDM na pegada Avicii. Deus do céu.

Wavves - No Shade


Musica sujona, pra quem curte um Punk Rock com pegada.

Inquérito feat Tulipa Ruiz - Lição de Casa


O beat é meio padrão, mas a letra é muito boa, vale a pena dar uma conferida.

Muse - Dig Down


Eu até gostei dessa, mas esperava bem mais principalmente porque o instrumental dessa musica é bem inferior ao que os caras do Muse costumam apresentar.

Liam Payne feat Quavo - Strip That Down


Olha ai mais um integrante do One Direction começando a carreira solo, alguém só tem que avisar ele que essa musica que ele fez saiu uns 17 anos atrasado, porque essa pegada meio Shaggy não funciona mais.

Grizzly Bear - Mourning Sound


É da pra ouvir, mas é um Indie Rock bem genérico.

GOG - Control S dor


Fica difícil expressar em poucas palavras a qualidade dessa musica, recomendo reouvir ela varias vezes porque é uma puta letra complexa de entender.


Papa Roach - Bleeding Through


Papa Roach sempre é uma porcaria, mas eu eventualmente acabo gostando de algumas musicas deles e foi o caso dessa, não sei explicar o que me agradou nela, mas sei que gostei. Embora você leitor com bom senso provavelmente vai odiar.


Selena Gomez - Bad Liar


É bem melhor que a maioria das coisas que a Selena já lançou, mas não é nem de longe o tipo de coisa que me agrada embora também longe de incomodar é o tipo de Pop Soft que vai agradar bastante gente.

5 Musicas para conhecer Chris Cornell


O Vocalista da banda Soundgarden e Audioslave, Chris Cornell faleceu nesta quarta-feira (17) à noite aos 52 anos, em Detroit. A causa foi suicidio, e a noticia pegou todos de surpresa. Chris fez história nos anos 90 com o Soundgarden, umas das bandas do então chamado estilo Grunge (falamos sobre em um podcast aqui no site). Mais tardar, formou o Audioslave, com os ex-integrantes do Rise Against the Machine

RPS Musical #04: 12/05/17

Por Vinícius Joker


Como de costume o review das recentes musicas do Spotify!


Miley Cyrus - Malibu


Musica de retorno deaMiley Cyrus tentando ir em uma onda contraria aos trabalhos anteriores buscando uma pegada mais soft, mas infelizmente o resultado não foi dos melhores. Malibu é uma musica bem esquecível e nada mais do que isso.


Nick Murphy feat KAYTRANADA - Your Time


O musico anteriormente conhecido com Chet Faker, vem com mais um excelente lançamento, Pop Alt de primeira mostrando todo o talento do musico nesse novo lançamento. Sem duvida um dos melhores das semana.

Vitor e Leo - Senhorita


Da pra ver que a dupla tentou fazer algo mais na linha dos primeiros hits, mas acabou errando a mão. Porque a letra é bem fraquinha e o instrumental pouco cativa.

HAIM - Right Now


A primeira vez que eu ouvi não curti muito, mas reouvindo algumas vezes a opinião mudou, musica bem legal. As meninas do HAIM prometem com esse disco novo.

Imagine Dragons - Whatever It Takes


Aquela merda genérica que o Imagine Dragons faz sempre, só que com o bônus de umas partes de Rap proporcionada pelo vocalista da banda.

Negra Li - Homenagem às Mães


Musica bem legal, Negra Li ta bem na musica, o beat é bom e a letra é bem bonita. Essa aqui vai ser boa para fazer as mães chorarem naquela apresentação de Dia das Mães no colégio.

Blink 182 - Wildfire


Pop Punk bem divertido como todos os lançamentos recentes do Blink.

Zac Brown Band - Roots


Sou suspeito para falar de Zac Brown Band, são meus artistas de Country favoritos e a banda não decepciona nem um pouco nesse novo lançamento, country de muito bom gosto.

Linkin Park - Invisible


Pop Rock genericasso na linha do One Republic. Linkin Park um eterno tombo.

Machine Gun Kelly - Let You Go


Ainda não entendi bem o que o Machine Gun Kelly tentou fazer nessa musica, então não consigo nem expressar algum tipo de opinião sobre.

Prince - Our Destiny/Roadhouse Garden


Nunca da para esperar muito de musicas inéditas lançadas pós a morte de um artista, porque quase sempre são só restos de gravações de estúdio ou musicas bem inacabadas. E bom a verdade é que essa musica nova do Prince não é muito diferente disso, ela nem é ruim, mas esta longe de ser algo que realmente interessante e que faz jus ao legado cantor.

Sub Focues feat ALMA - Don't You Feel It


EDMzão genérico produzido na escola David Guetta de plugar o Pen Drive e dar play.

MC Bin Laden e MC Kekel - Agrada o Papai Que tu Monta


Letra que não cativa e beat genérico. Bin Laden vai ter que continuar com o 'Ta Tranquilo, tá favorável" porque essa aqui não vai emplacar não.


Harry Styles - Caorlina


Mais uma excelente musica do Harry, Folk Rock de primeira. Acho que depois de todas essas musicas lançadas, não tem a mínima chance do primeiro disco solo do cantor ser ruim.

MC Sapão - Perder a Linha


Sapão fica velho, mas não fica ruim. Somzeira, produção ficou foda e a decisão de começar a musica com um riffizão de guitarra caiu muito bem.

AmPm e Nao Kawamura - I don't Wanna Talk


Soft Pop bem genérica, boa para tocar no inicio de festa de casamento enquanto os convidados estão chegando, sacas?

Bryson Tiller - Somethin Tells Me


Aquele R&B com um pouco de Trap que você jura que já ouviu antes porque tem umas 300 musicam iguais.

Dennis DJ feat MC Davi - Por Cima


Alguém por favor pare o Dennis DJ, esse infeliz vai destruir o Funk. Deus do céu que musica merda.

Little Simz - Backseat


Little Simz é uma mina bem talentosa, tanto que vêm arrancando elogios ai de vários nomes grandes do RAP e essa musica mostra muito bem as qualidades dela. 

Roger Water - Déja Vu


Musica bem legal, ótimo arranjo. Parece que o primeiro disco do Titio Roger em 25 anos vai ser bom de ouvir.

Lupe Fiasco - Coulda Been


Não é um dos melhores lançamentos do cantor, mais ainda assim é uma boa musica.

Edy Britto e Samuel feat Henrique e Juliano - Deixa Eu Cantar


Puta merda não deixa cantar não que é sofrencia de mais em tão pouco tempo.

A LIGA feat Dabox, Blame e Santo - Nada de Novo


Me fez repensar as criticas feitas no passado ao Limp Bizkit, porque essa musica aqui é na mesma pegada só que muito pior. New Metal(ou sei lá o que é isso) mais "critica social foda" não dá não. 

Calvin Harris Feat Future e Khalid - Rollin


Não sei como dizer isso, mas essa musica do Calvin Harris é no geral bem boa. O Beat com uma swingada bem puxada pro Funk escolhido pelo DJ é excelente, e as partes cantadas não deixam nada a desejar. Khalid como de costume manda bem e traz toda sua influencia do R&B para a musica, já o Rapper Future tem uma participação bem legal, o rapper bem que poderia fazer o que fez aqui nas suas musicas solo. Se o prometido disco novo do DJ for no nível dessa musica, pode vir coisa boa por ae.

5 mães da Cultura Pop!

Para esse dia em especial, nada melhor do que relembrar aquelas que foram muito importante para nossos heróis. Ou melhor: tambem foram heróis! No dia das mães confira essa seleção de grandes mães da cultura pop.

Ripley - Saga Alien



Ripley (Sigourney Weaver), a protagonista da franquia Alien, pode não ser mãe legitima da jovem Newt em Aliens – O Resgate (1986), mas assume essa função. Logo no inicio do filme ela tem a triste noticia de que sua filha já está morta, e ao encontrar Newt, demonstra um extinto materno muito grande pela garota. Não por acaso, em Alien 3 ela serve como hospedeiro de uma das criaturas, e morre se sacrificando para não deixar que ela viva.


Helena Pera - A Mulher Elastica



“To no auge da forma, em briga de cachorro grande! Garotas, na boa? Deixar o mundo ser salve pelos homens? Claro que não!”

Helena Pera, a senhora incrível, desde jovem já era durona. Quando tornou-se dona de casa e mãe de família, continuou levando esse jeito, só que pra rotina de uma vida normal. E quando precisou voltar a vida de heronia, não exitou e tomou a frente da situação, liderando os filhos ao resgate do pai que havia sumido. Não é atoa que o poder dela é ser flexível, pois nada seria melhor para fazer tantas tarefas de uma vez. 

Marge Simpson - Os Simpsons



Marjorie "Marge" Bouvier Simpson, mais conhecida como Marge, é esposa de Homer e mãe de Lisa, Bart e Maggie Simpson. É conhecida por seus longos cabelos azuis e de sua personalidade muito paciente. Com Homer, é uma esposa fiel e dedicada, assim como é para com os filhos. Afinal, aguentar um marido sem noção e um filho que é o verdadeiro inferno, não é facil! Seu nome é baseado no nome da mãe do criador da série Matt Groening, Marge Groening.


Dona Florinda (Chaves)



Dona Florinda, mãe do menino Frederico, de apelido Quico, é interpretada por Florinda Meza. É uma mulher que está sempre vestida com avental e bóbis na cabeça, viúva de um comandante da Marinha, com o qual teve um único filho. Ela sempre mima Quico, muitas vezes descontando sua raiva em Seu Madruga. É apaixonada pelo Professor Lingu... Girafales, que sempre lhe traz um ramo de flores e é convidado para tomar uma xícara de café ( ͡° ͜ʖ ͡°). Por mais que ela seja severa e brava, Dona Florinda tem um bom coração, e já deixou escapar admirar Seu Madruga, mesmo não demonstrando isso. 


Sarah Connor (Exterminador do Futuro)



Por ultimo, temos uma mãe que teve grande importancia no desenvolvimento de seu filho como futuro lider da raça humana na guerra contra maquinas. Sarah Connor, mãe de John Connor. Sarah, aos seus 19 anos trabalha como garçonete, quando foi salva pelo soldado do futuro Kyle Reese. Ele explica que veio do futuro para salvá-la, por as maquinas dominaram o planeta, e Sarah será mãe do lider. Durante a fuga com Kyle, eles se apaixonam, e John vira fruto desse romance. Sarah passou de jovem fragil é durona, no intuito de preparar John para esse futuro sombrio. Sem ela, tanto John quanto a humanidade, estariam derrotados.

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Aquele Demolidor, que não é o da Netflix!

Alguns filmes, de tão ruins, tornam-se divertidos em meio a tantos absurdos que cometem. É claro que nem todos partilham deste pensamento, mas fala a verdade: todo mundo tem um Street Fighter – A Ultima Batalha (1994, meu filme ruim favorito) pra chamar de seu. Recentemente estava a ver Homem Aranha 3 (2007), que ficou lembrado como o filme do “aranha emo”. Neste conceito de filme ruim divertido, ele se encaixou para mim (tanto que escrevi sobre os 10 anos do filme aqui no site). Agora, já não posso dizer o mesmo de Ben Affleck e seu Demolidor – O Homem Sem Medo (2003).


O pobre Affleck, fã do Batman, sonhava em interpretar o personagem nos cinemas. Eis que seu amigo na época, Kevin Smith (que já havia o dirigido em Procura-se Amy, 1997) o convidou para viver Demolidor na adaptação do herói, com a promessa de que isso poderia ajuda-lo a um dia chegar no Batman. Apesar de Affleck ser o Homem Morcego hoje em dia, ao revisitar o filme, fica a certeza de que ele não ajudou em nada.

Partilhando do mesmo senso de respeito ao publico do que Justiceiro (2004), Demolidor comete absurdos como mostrar uma cena de luta entre o herói e Elektra (Jennifer Garner) em meio a um parque de diversões. Parece até um analogia, pois o filme soa quase que uma brincadeira de criança. Mas a forma que ele mostra passagens como a história do pai de Matt Murdock, dá a entender que ele se levava a sério. Algo que é muito mais difícil de ser aceito, pois quando assistimos a Batman & Robin (1997), sabemos que os absurdos são propositais e pelo menos se justificam.


Se levar a sério não é o suficiente, se você não consegue contar a história ao publico. Como Matt se tornou especialista em artes marciais, por exemplo, nunca é aprofundado. Se a idéia era resumir a origem do personagem, faltou passar o marca texto em cima dessa parte da história. É claro que introduzir Stick ao filme poderia desvia-la, mas faltou uma explicação mais consistente do que: “Sou cego e por isso meus outros sentidos são mais fortes. Isso é obvio pra mim, então vai ser obvio pra você também!”. Sem contar que nada justifica os saltos absurdos que o ele faz durante suas rondas noturnas. Nos quadrinhos ele tinha muitas habilidades, mas calma lá!

E a ação do filme com certeza não é seu forte. A primeira aparição do herói, em uma luta no bar, é confusa e pouco entendemos o que está acontecendo. Sem contar momentos antes, onde Matt diz no meio do tribunal “que a justiça seja feita agora, pois se não, será feita depois”, nesse que é só um exemplo dos diálogos expositivos do filme (não é uma estratégia inteligente para um advogado sugerir uma futura agressão)


Mas Justiça seja feita: Michael Clarck Durcan (deixou saudades) foi uma ótima escolha para Rei de Crime. Ele faz parte da pequena lista de acertos do filme, junto com Mercenário de Colin Farrell, que demonstra se divertir com o personagem. Palmas para a fotografia de Ericson Core, sombria mas só até onde é necessário. Agora, já não podemos dizer o mesmo sobre o departamente de efeitos visuais, que na época já incomodavam por usar quase que 70% das cenas do herói em CGI, e que hoje se tornaram piores.

Demolidor permanece na mesma escala de qualidade que sempre esteve nesses últimos 14 anos. Para alguns, tenho certeza que piorou, então não o indico para ser revisitado. No mais, fica a dica: Se for assistir a algum filme do Demolidor, que seja o do Stallone. Esse você não se arrepende!

Recomendação: Fullmetal Alchemist Brotherhood!

Por Murilo Hal


Fullmetal Alchemist Brotherhood é um anime e mangá escrito e desenhado pela mangaká Himoru Arakawa, teve duas adaptações em anime, a primeira menos fiel e a segunda, que recebeu o Brotherhood no titulo e é extremamente fiel ao mangá. Eu assisti ambos os animes, o primeiro a muito tempo atrás e como a série não tinha final, nunca mais me interessei em voltar para esse universo. Porém, depois de muito tempo, resolvi assistir a série novamente, mas agora assistir o Brotherhood e dublado! Imaginem a minha surpresa quando esse se tornou um dos meus animes favoritos e um dos poucos que realmente me fizeram chorar assistindo ao final.

Na história do mangá, os irmãos Edward e Alphonse Elric são alquimistas que ao tentar ressuscitar sua mãe acabam perdendo seus corpos, Edward perde uma perna e uma braço e Alphonse perde o corpo todo e sua alma fica presa a uma armadura de metal. O restante da trama envolve politica, guerras, quase uma guerra dos tronos em forma de shonen. Fiquei realmente deslumbrado com a capacidade desse mangá fazer várias tramas politicas de forma inteligente e sem ficar algo chato e somente burocrático, algo que Game of Thrones também faz muito bem.


Mas o que mais chama atenção mesmo no decorrer dessa aventura, é o nível de pesquisa que cada capitulo tem, me deixava embasbacado saber que todos os círculos de transmutação, toda a informação sobre os elementos que o corpo humano possuí, tudo estava correto e comprovado, isso dava uma profundidade para a história que não há em muitos e muitos outros mangás atualmente. Outros pontos muito interessantes são como Arakawa consegue escrever personagens tão carismáticos a ponto de me fazer chorar com a morte de um vilão! Cada nuance que ele apresenta sobre o personagem é importante para o final.

E se eu falei do final, esse é o melhor final de mangá que eu já vi! Ele fecha todas as pontas deixadas a longo da série, coisas que aparecem nos primeiros episódios, se tornam pontas de virada no último! Isso mostra como foi algo estruturado e sem enrolação, como a história é realmente o ciclo que se fecha perfeitamente. Quanto a dublagem da série, ela é perfeita! Desde Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball que eu não me apegava a vozes de dubladores em animes, aqui todas são boas, casam bem com seus personagens e trazem a emoção necessária em cada aspecto de suas falas, eu recomendo que assistam dublado mesmo, é um experiencia muito boa!


Por fim, Fullmetal Alchemist é um obra prima do mercado japonês e se sobressai em muitos aspectos a pelo menos 90% dos mangás shonen atualmente em produção, eu recomendo muito que você assista a série completa, tem apenas 64 episódios, nenhum que você considere filler ou de enrolação, vale muito a pena!

A indomável filmografia de Martin Scorsese!


Sinto-me realizado em ser grande fã do diretor Martin Scorsese. Conhecido por Taxi Driver (1976), Touro Indomável (1980) e Os Bons Companheiros (1990), Scorsese é muitas vezes confundido com um diretor de filmes sobre violência. Talvez essa afirmação seja correta se considerarmos que seus filmes trazem a violência como um dos assuntos principais, mas a intenção do diretor é muito mais mostrar o resultado dela para seus personagens, do que exalta-la. E sua principal façanha é conseguir dirigir filmes extremamente diferentes, mas com muito da personalidade dele como diretor.

Um grande exemplo disso é Silence (2016), seu filme mais recente. É um filme pesado, com um assunto muito delicado, já abordado por Scorsese em A Ultima Tentação de Cristo (1988), o cristianismo. De formação católica, o diretor não recua em expor a influencia da religião em seus filmes, as vezes usando como assunto principal, esses que citei. E convenhamos: Taxi Driver (1976) é um dos filmes que mais se aprofunda na solidão de uma pessoa. Afinal, estamos acompanhando a vida de uma figura trágica, incapaz de entender que em um encontro, não se deve levar uma garota ao cinema pornô. E na tentativa de mudar a situação vergonhosa da cidade de Nova York, Travis (Robert DeNiro) entra em uma tentativa de purificação de uma jovem prostituta interpretada por Jodie Foster.


Em Silence e Taxi Driver temos minuciosidade. Já em O Lobo de Wall Street (2013) ele demonstrava uma energia quase que anárquica, com direito a um plano onde pessoas em uma festa são “banhadas” por cocaína. Alias, a maior polemica de “Lobo” é atrair o publico para a loucura do personagem principal. Muitos consideram que Scorsese tenha se perdido durante a direção, mas planos como a reação assustada da filha do personagem Jordan Belford (Leonardo Dicaprio) durante a briga dos pais, mostram que apesar de se divertir com as situações bizarras vividas pelos seus personagens, o diretor tem consciência do resultado delas, e que aquela criança possivelmente pode ter tido problemas futuros.

E diversão é algo que ele admite usar na maioria de seus filmes. Os Bons Companheiros, por exemplo, tem cenas hilárias, principalmente com o pavio curto de Tommy DeVito (Joe Pesci). Em Os Infiltrados (2006), com a marra do policial vivido Mark Wahlberg, e até a vilania de Frank Costello (Jack Nicholson). Alias, o próprio “Lobo” se comporta em grande parte como uma comédia. Agora, em Depois de Horas (1985), temos esse gênero assumida, mas com um porem: é um filme agoniante. Afinal, voltar para a casa parece simples, mas para o personagem de Paul Hackett (Griffin Dunne), se torna uma tarefa quase que impossível.

Crítica | Sense8 - 2ª Temporada

Por Murilo Hal


Depois de muito tempo de espera, eis que chega a segunda temporada de Sense8, a série da Netflix criada pelas irmãs Wachowski. O plot da série basicamente segue oito pessoas diferentes de vários lugares do mundo que são conectadas entre si através da mente e tem que lidar com os obstáculos de suas vidas enquanto são caçados por uma organização mundial.

A pergunta que todo mundo se faz quando uma série explode é: a segunda temporada é melhor que a primeira? E a minha resposta não podia ser mais em cima do muro: Depende do que você quer ver em relação a primeira temporada. Se você gostou somente pelas causas sociais que ela abordava, nessa temporada continuam sendo abordadas, porém em menor intensidade, agora eles partiram para a narrativa muito mais ficção científica e ação, o que pra mim é muito melhor, fazendo a série superar as minhas expectativas.

Aqui temos também um ponto extremamente importante, a narrativa é muito mais inspirada nos animes, dá pra ver bastante de Ghost in the Shell e também alguns pontos de mangás shonen ao decorrer do story-telling da série.As cenas de ação estão bastante inspiradas, me arrisco a falar que é a série com as melhores coreografias de luta das que eu assisto atualmente.


Os personagens são todos carismáticos e você já se importa com eles desde a primeira temporada, então não precisamos de apresentações nessa temporada, aí entra o que eu mais curti nessa temporada, a expansão do universo, somos apresentados a vários outros sensates, incluindo um outro cluster antagonista aos da série, fora as várias informações que recebemos do poder dos sensates e de como eles lutam contra a OPB.

Visualmente a série continua o nível de sua temporada anterior, locações lindas, nada de gravações em estúdio, tudo a céu aberto e realmente nas cidades em que eles dizem estar, isso conta muito, torna a produção mais bonita e mais real, te conecta melhor ainda com aquele mundo apresentado. Esse valor todo de produção já é costumeiro das irmãs Wachowski.

No mais, eu gostei mais dessa temporada do que da anterior, exatamente pelo fato de entrarem de cabeça na ficção científica, que é um gênero que eu amo e que já esperava aparecer mais nessa segunda temporada, além de adentrar ainda mais nas narrativas do estilo mangá, outra coisa que amo consumir. Já espero uma terceira temporada ansiosamente, apesar de ela só vir daqui a dois anos.

O Reboot + 18 de Hellboy e a Falta de respeito com Guilhermo Del Toro!

* As opiniões dadas neste artigo são exclusivamente de seu autor


O diretor Guilherme Del Toro nos ultimos tem sofrido uma série de injustiças. Seus projetos, como "Nas montanhas da loucura", adaptação do livro do escritor H.P Lovecraft, nunca recebeu aprovação dos estúdios, e por mais que os fãs clamassem por Hellboy 3, o filme nunca recebeu cartão verde. Mas isso não foi por falta de tentativa. 

Em 2015, Ron Perlman (futuro Presidente dos EUA e o próprio Hellboy) afirmou que Del toro tinha grandes planos para fechar a trilogia e que os fãs mereciam esse filme. Agora em Janeiro de 2017, Del toro fez uma enquete no Twitter, perguntando se os fãs queriam a sequencia. Caso a enquete chegasse a 100 mil votos positivos, ele conversaria com Perlman e o criador do personagem, Mike Mignola.

Eis que em fevereiro deste ano infelizmente recebemos a noticia de que o filme jamais seria feito.

"Hellboy 3, sinto em informar: conversei com todas as partes. Devo dizer com 100% de certeza que a continuação não vai acontecer. E essa será a última coisa sobre isso".

Hellboy 2 - O Exercito Dourado é um filme que não deve nada ao personagem. Diferente do primeiro, que trás pouca autoria de Del Toro, o segundo tem autonomia do artista que o diretor é (já vista em Labirinto do Fauno, 2006). Mignola nunca aprovou 100% o resultado dos filmes, mas sejamos realistas: O autor da obra original jamais pode ser tomado como parametro para verdade dita e feita. Uma adaptação do personagem é acima de tudo uma adaptação! O Batman de Christopher Nolan trás a essencia mas não o "todo" do personagem criado por Bill Finger. Por fim, não deixa de ser uma ótima trilogia. O Iluminado é um clássico do terror, teve uma ótima versão nas mãos de Stanley Kubrick, mas Stephen King não o considera tão fiel, chegando a dizer que sua versão para TV (feita em 1997) é superior (acredite, não é!)

E por que digo isso?

Mignola anunciou em seu Facebook o Reboot de Hellboy, confirmando Neil Marshall (Game of Thrones) como diretor e David Harbour ("Manhãs são para café e contemplação"), ator de Stranger Thing como o personagem principal.




Segundo Mignola, o filme será Censura R (+ 17 anos nos EUA). Boatos apontam Millennium Films como produtora e o titulo Hellboy: Rise of the Blood Queen. Todos indicativos levam a crer que a intenção é fazer um filme mais voltado ao horror e Mignola sugere acompanhar a produção. Como já dito aqui, essa talvez não seja o melhor dos indicativos (cito outros exemplos, como Spawn (1997) que teve Todd McFarlane acompanhando a produção, e Lanterna Verde, que teve Geoff Johns como consultor).

Fora que Censura R não garante qualidade. Foi muito bem usada em Deadpool (2016) e Logan (2017), mas se for apenas um chamariz apenas para a violência gratuita, é desnecessário.

A primeira vista, o anuncio do reboot não contribui. E Del toro merecia um terceiro filme. Isso me lembra quando ele ficou 1 ano na Nova Zelandia em pré-produção para a adaptação de O Hobbit  e teve que deixar o projeto. O filme voltou para as mãos de Peter Jackson (responsável pela ótima trilogia Senhor dos Anéis) e deu no que deu. Por agora, Mignola, seu anuncio não alegra em nada.

O trailer de Blade Runner 2049 é a afirmação da sequência feita como deve ser!


Denis Villeneuve foi a escolha mais que perfeita para dirigir Blade Runner 2049. Isso porque seus filmes, alem de serem espetáculos visuais, são experiencias sem iguais de imersão. A Chegada (2016), seu ultimo filme, foi apenas uma reafirmação do que ele já estava acostumado a fazer: grandes construções de cena, atreladas a qualidade visual e sonora. O original Blade Runner - Caçador de Androides (1982) já fazia isso com exatidão (particularmente considero o melhor filme de Ridley Scott como diretor), que já é a prova que Villeneuve tem o perfil correto para a sequencia. 

Fica difícil não criar expectativas para o novo filme, principalmente quando um trailer como esse é divulgado, trazendo tudo o que o filme original tinha, e mais.