• Avatar (2009): O filme sobreviveu ao tempo?


    Treze anos se passaram desde o lançamento de Avatar (2009), ultimo filme  dirigido por James Cameron (também responsável por Exterminador 1 e 2 e Titanic), e com certeza muita coisa mudou. O filme foi uma revolução em efeitos visuais e na utilização do 3D, visto que o diretor ficou mais de 15 anos na pré-produção do filme, desenvolvendo ideias e buscando recursos. O resultado foi alcançado, e não atoa o filme é a maior bilheteria da história do cinema. Mas ele sobreviveu ao tempo?

    Me espanta perceber que muitos o rejeitam hoje em dia. A história do rapaz que se apaixona por uma nativa e muda seus princípios já foi contada diversas vezes, mas o foco não é só esse. Se em Titanic Cameron focava-se no romance como forma de mostrar o "universo" dentro do gigantesco navio, aqui o universo do planeta Pandora é o novo personagem principal. Durante muito tempo, o personagem Jake Sully tem a missão de aprender sobre aquele planeta e sobre a ligação que existe entre todos os servem que ali habita. Nisso, somos levados a uma explosão efeitos visuais e imersão neste universo.


    A medida que acompanhamos a jornada de Jake em Pandora, é um choque a cada vez de retornamos para o ambiente dos humanos. A explosão visual é tão poderosa que serve também para entrarmos na percepção do personagem, que sempre que retorna a seu corpo humano, sente a perda da liberdade que ganhou. Aqui os efeitos trabalham em função da história e ressaltam o remoso que Jake passa a sentir em ter que trair os nativos. Sam Worthington pode não ser um grande ator dramático, mas é levado pela boa direção, então convence.

    Curioso é ver Stephen Lang como Coronel Quaritch, que em um filme típico de brucutus de ação seria a figura escrachada e heroica que aplaudiríamos, aqui surge como um vilão impiedoso. Suas frases de efeito soam tão absurdas e preconceituosas quanto as que possivelmente os português falavam sobre os índios aqui das terras tupiniquins. Bom, a inspiração de nativos indios é clara (e talvez nos movimentos hipies dos anos 60, por que não?)


    Interessante ver também alguns ecos da filmografia de Cameron como diretor (O robô utilizado pelo Coronel Quaritch na sequencia final tem um design que remete a  Aliens – O Resgate (1986). Seu dinamismo para a ação é sempre digno de aplausos. Sempre entendemos todo o ambiente da cena, mesmo com diversos acontecimentos. Fica claro que a intenção dele é sempre criar um espetáculo aos espectadores. Não é atoa que o clímax é grandioso e com cenas angustiantes.


    Talvez a mensagem humanitária e ecológica do filme soe muito pretenciosa para a maioria, mas considerando suas qualidades visuais e narrativas, como cinema, Avatar uma aula. E nesse espetáculo que James Cameron sabe criar muito bem, ele merece aplausos. Ou pelo menos a benção da deusa Eywa.
  • Valorize o Podcast!

    Cada cliente da Banco de Cérebros é movido por uma idéia. Podcast é uma forma de comunicação magnifica, e uma mídia que nós somos apaixonados! Valorize este trabalho. Divulgue para seus amigos, ouça programas diferenciados, envie feedback. Isso nos ajuda a desenvolver essa idéia ;)

    EMAIL

    emaildorafaoliveira@gmail.com

    Telefone

    (11) 95690-2210

    CNPJ

    35.038.906/0001-80