CRÍTICA | Mulher Maravilha (2017)


Em 1978 o Super Homem (sim crianças! Antigamente ele era chamado assim) ganhou uma ótima adaptação para os cinemas, estrelada por Christopher Reeve e comandada por Richard Donner. Hoje podemos dizer que a Mulher Maravilha também teve seus valores honrados, em uma adaptação que acima de tudo respeita a personagem. E se esse filme pode não estar no status que Superman 1 está para as adaptações em quadrinhos, com certeza é a linha de frente no ranking de qualidade do recente Universo DC nos cinemas.

Tudo porque o heroísmo é acima de tudo o principal tema desenvolvido pelo filme e junto com ele o descobrimento de Diana sobre ser uma heroína. Os que criticaram Homem de Aço (2013) e Batman V Superman (2016) pela falta de preocupação com isso, já não podem dizer o mesmo sobre esse exemplar. A moral da personagem não só está presente, como também é muito bem desenvolvida, principalmente pela ambientação da Primeira Guerra, periodo em que o filme se passa.


A Guerra não serve apenas como palco das cenas de ação (muito bem conduzidas por Patty Jenkins). Ela influencia diretamente nas decisões da personagem. A posição do ser humano nesse cenário, vista pelos olhos de Diana, é a maior conflito que ela poderia enfrentar, afinal, bondade e maldade não são apenas influencia de uma entidade maior, mas sim de decisões de cada. E a velha Londres daquele período, junto com a triste condição das vitimas da guerra, não poderiam ser elementos melhores para por uma figura heroica a prova. 

Gal Gadot torna Diana uma figura carismática e tem uma ótima química com Chris Pine, que interpreta Steve Trevor. Trevor serve muito bem tanto como interesse romântico quanto em ser o elo de ligação de Diana com a sociedade. Os dois se completam, não romanticamente, mas como pessoas. Ela tem a coragem para batalha e ele o otimismo pelo certo. Os vilões já não tem o mesmo cuidado, mas felizmente o roteiro representa bem a influencia deles como ameaça.


Talvez o terceiro ato do filme careça um pouco em manter esses elementos dos dois primeiros, mas longe de ignora-los. (o susto maior foi quando temos uma cena envolvendo a falta da espada com Diana, um erro de continuidade absurdo que me fez lembrar muito de BvS). Com poucas referencias aos ocorridos em BvS, a Liga da Justiça ou cena pós creditos, Mulher Maravilha entrega muito mais do que fica devendo. Só faltou o “Hera, me de forças”. Fora isso, tudo sobre controle. Mantenha-se assim Warner/DC!