O Exterminador do Futuro - A Salvação (2009) é dos males, o menor!


Desde o êxito alcançado em Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final em 1991, Hollywood tem tentado extrair um pouco mais do universo criado por James Cameron, em inúmeras sequencias que não chegam nem próximos ao que um dia a franquia foi. Foram 3 filmes lançados desde então, e como o próprio titulo do artigo sugere, de todos o que menos denegriu o trabalho de Cameron foi um filme que, pasmem, foi dirigido pelo diretor McG (nunca estendi as siglas) e roteirizado pelos responsáveis por Mulher Gato (2004). O Filme: Exterminador do Futuro – A Salvação (2009)


Longe de ser a salvação da franquia, esse filme tem como maior qualidade ser uma grata surpresa na filmografia dos citados roteiristas e diretor. McG foi a principal mente por trás dos dois filmes de As Panteras e John D. Brancato e Michael Ferris já haviam sido responsáveis pelo terceiro filme (lançado em 2003), que nada mais fazia do que deturpar os dois originais. Aqui, receberam cartão verde novamente (vai entender os estúdios...), agora partindo para outro ponto da história: O Futuro.

O Longa não cansa de fazer referencia aos filmes anteriores. Algumas funcionam muito bem quando sutis . O maior exemplo é Marcus Wright: Ele desperta no futuro, nu como um viajando da maquina do tempo. A primeira coisa que ele faz é roubar a roupa de alguém e quando está a lutar com um dos saqueadores para proteger Blair, é acertado no rosto e o plano que McG usa para mostra-lo virando o rosto é exatamente como schwarzenegger nos filmes anteriores. Alias, a pouca expressão de Sam Worthington caiu como uma luva para o androide Wright.


Agora, as referencias diretas são o maior problema. “Eu voltarei” dita por Christian Bale no filme soa nada natural e muito menos quando ouvimos um trecho de You Could Be Mine do Guns N Roses, que nada mais que são muletas para ligações com os filmes anteriores, estas que não agregam em nada. E o maior problema disso são as exposições que o filme sofre, principalmente nos diálogos, que muitas vezes traduzem coisas que acabamos de ver e já entender. 

Por incrível que pareça, Christian Bale (talvez o maior astro do filme) deixa muito a desejar. Seu carisma natural é o que nos mantem interessados por seu John Connor, mas sua insegurança vai além da do personagem. Seria um desconforto pela direção de McG? Impossivel não lembrar do episódio bizarro que ele protagonizou no set, surtando contra o diretor de fotografia. Frieza deveria ser papel de Sam Worthington, o robô do filme, não acha?


Ainda que problemático, a direção de McG é contida e justa, longe de seus exageros como mostrado em As Panteras (ressalto o plano longo em que John Connor cai em seu helicóptero). O Falecido Anton Yelchin oferece a seu Kyle Reese um carisma que nos faz gostar mais de sua versão do que a original de Michael Biehn (que nunca foi lá um grande ator, mas enfim...). 

Acima de tudo, apesar de pouco contribuir para o universo de Terminator, ao menos não denigre o que já havia sido estabelecido nos de Cameron. Por fim, eu não poderia ter escolhido título melhor para esse artigo. Até porque, em comparação ao terceiro filme e Terminator Genisys (que é sem duvida o pior já lançado), é o mais aceitável. Se é que isso é parâmetro...