Genius: Primeiras impressões sobre a nova série do Natgeo

Por Murilo Hal



Chegou o piloto da série sobre os grandes gênios da humanidade produzido pela National Geographic. Como eu não vi muito hype pela série e ninguém fazendo um post desse tipo, resolvi escrever eu mesmo sobre essa maravilha. Como um amante da ciência, acho muito valido esse tipo de série chegar ao grande público.

A ideia da Net Geo para essa série é que cada temporada seja uma antologia contando a história de um grande gênio da história, uma sacada extremamente certeira na minha opinião, que torço fortemente para que a série não seja cancelada e possamos ver Leonardo Da Vinci, Isaac Newton ou Nikola Tesla terem suas temporadas.

A primeira temporada vai adaptar (e romancear um pouco, claro) a vida do físico teórico alemão, Albert Einstein. Tendo o excelente Geoffrey Rush (O Barbossa de Piratas do Caribe) no papel do protagonista. A série é criada por Brian Grazer e Ron Howard (O Código Da'Vinci) e terá apenas 10 episódios em sua primeira temporada, com duração de aproximadamente 50 minutos por episódio.


De ante-mão já quero dizer que amei o piloto, achei extremamente bem ritmado, curioso e até um pouco ácido. No começo da série já temos uma cena de Einstein fazendo sexo com sua secretária e por ventura, traindo a sua esposa. Isso mostra de cara que a vida do físico alemão não vai ser tão floreada e endeusada, como acontece na maioria das vezes nas séries e principalmente no cinema, o que eu acho extremamente valido e dá muito mais credibilidade para a série.

As atuações são boas e cumprem bem o papel a trama, mas Geoffrey Rush se sobressai muito, consegue colocar na tela um Einstein genial, porém falho, com certa arrogância e as vezes medo no olhar, o que casa muito com a ascensão do partido nazista que a Alemanha vivia na época. E isso me leva a melhor parte do seriado, mostrar o contexto histórico em que vivia o físico, ali vemos como a população estava começando a repudiar os judeus e como a politica antissemita estava ganhando força até mesmo dentro do governo, com um Hitler que já ganhava forças e apoio da população alemã. Do lado cientifico temos uma parte se passando na juventude de Einstein, mostrando sua viajem a Itália, quando trilhava seu caminho para ser professor e já começava a se questionar sobre a física da época, já pensando em como o tempo não era absoluto e sim relativo (sacou, sacou?).


A única parte que me incomodou, mas não atrapalha os méritos da série, é o fato do único idioma falado ser o inglês. Na Alemanha, os atores deveriam falar alemão e na Itália, obviamente, em italiano. Me incomoda um pouco o mundo todo falar em inglês, mas entendo que americano não gosta de ler legendas e isso afastaria o público principal que é o da TV.

No fim, o saldo é muito positivo e vale muito conferir, eu vou continuar assistindo e esperando novas temporadas, a National Geographic já confirmou que a série vai passar no Brasil, só falta esperar divulgarem uma data.