Crítica | Sense8 - 2ª Temporada

Por Murilo Hal


Depois de muito tempo de espera, eis que chega a segunda temporada de Sense8, a série da Netflix criada pelas irmãs Wachowski. O plot da série basicamente segue oito pessoas diferentes de vários lugares do mundo que são conectadas entre si através da mente e tem que lidar com os obstáculos de suas vidas enquanto são caçados por uma organização mundial.

A pergunta que todo mundo se faz quando uma série explode é: a segunda temporada é melhor que a primeira? E a minha resposta não podia ser mais em cima do muro: Depende do que você quer ver em relação a primeira temporada. Se você gostou somente pelas causas sociais que ela abordava, nessa temporada continuam sendo abordadas, porém em menor intensidade, agora eles partiram para a narrativa muito mais ficção científica e ação, o que pra mim é muito melhor, fazendo a série superar as minhas expectativas.

Aqui temos também um ponto extremamente importante, a narrativa é muito mais inspirada nos animes, dá pra ver bastante de Ghost in the Shell e também alguns pontos de mangás shonen ao decorrer do story-telling da série.As cenas de ação estão bastante inspiradas, me arrisco a falar que é a série com as melhores coreografias de luta das que eu assisto atualmente.


Os personagens são todos carismáticos e você já se importa com eles desde a primeira temporada, então não precisamos de apresentações nessa temporada, aí entra o que eu mais curti nessa temporada, a expansão do universo, somos apresentados a vários outros sensates, incluindo um outro cluster antagonista aos da série, fora as várias informações que recebemos do poder dos sensates e de como eles lutam contra a OPB.

Visualmente a série continua o nível de sua temporada anterior, locações lindas, nada de gravações em estúdio, tudo a céu aberto e realmente nas cidades em que eles dizem estar, isso conta muito, torna a produção mais bonita e mais real, te conecta melhor ainda com aquele mundo apresentado. Esse valor todo de produção já é costumeiro das irmãs Wachowski.

No mais, eu gostei mais dessa temporada do que da anterior, exatamente pelo fato de entrarem de cabeça na ficção científica, que é um gênero que eu amo e que já esperava aparecer mais nessa segunda temporada, além de adentrar ainda mais nas narrativas do estilo mangá, outra coisa que amo consumir. Já espero uma terceira temporada ansiosamente, apesar de ela só vir daqui a dois anos.