XBOX ONE: Haja dinheiro...

Por David Zorzin



No fim do ano passado decidi vender meu PS3, que estava comigo há sete anos, para comprar um Xbox One. Na eterna batalha entre Sony e Microsoft eu levei em conta o preço. Na época o One saiu mais barato, além disso comprei um pacote com dois controles, o FIFA 17 e o Quantum Breaker. Até hoje não sei se valeu a pena ou não, na verdade meu desejo sempre foi o PS4, mas o valor era muito acima do que eu poderia pagar. 

O que posso afirmar para vocês que ter um videogame da nova geração é caro, e o problema nem é o quanto você paga pelo console, mas sim esse novo sistema que ferra com a vida de quem joga. Ninguém me disse quando eu comprei o Xbox One que pra aproveitar realmente a máquina eu teria que pagar muito mais que os R$ 1600 que eu desembolsei. 

A primeira coisa que vejo muita gente reclamar é que na maioria dos jogos que focam na campanha, o jogador tem que comprar extensões, DLC’s ou novos mapas para realmente completar a história. Um exemplo disso é o último Resident Evil lançado em março, é possível completar o jogo, mas também é possível gastar mais alguns reais para ter extensões que permitem uma campanha mais longa e completa.

Essas DLC’s se tornaram tão comuns que os jogadores já aceitaram que ao comprar um jogo você está adquirindo uma versão reduzida e não a versão completa. Hoje é mais comum termos Deluxe Edition, Gold Edition, Limited Edition, Expansive Edition, Game of the year Edition, Completed Edition... Também é comum vermos jogos que oferecem uma melhor experiência se jogados com alguns acessórios oferecidos pela Microsoft, como headset, Kinect e controle na versão elite. É uma merda pensar que além do dinheiro que eu gastei pra ter o Xbox, tem muitas outras coisas que melhoram o videogame, mas que custam quase R$ 300 cada, é até injusto com os jogadores.



Mas sem dúvidas, o que mais me revoltou com a nova geração de consoles é que pra jogar online eu preciso assinar a Xbox Live. Se não tenho que me contentar com o conteúdo offline dos jogos. No PS3 não precisei assinar nada, só estar conectado na internet e me registrar na PSN, mas tanto o One quanto o PS4 fazem obrigatório a assinatura. Mais R$ 199 por ano para ter acesso a Live. Mas beleza ,tem que ter alguma vantagem em ter essa maldita Live...

Ai que você se engana! O Xbox “dá” ao jogador três jogos gratuitos para quem assina a Live, até hoje, em 06 meses com o One, eu ainda não baixei nenhum, só jogos antigos de 2012, 2013 e muito chatos. E não sou só eu que reclamo disso. Sempre que a página da Xbox divulga no facebook a lista com os jogos gratuitos do mês, todos os comentários são de pessoas reclamando. 

A única parte boa da Live é que de vez em quando a Microsoft faz algumas promoções de jogos e o preço acaba compensando, até agora já comprei o pacote do Resident Evil por R$ 64 e The Witcher 3 Gold Edition por R$ 90, ai começa a discussão do quanto isso é caro ou barato, só sei que foram mais R$ 154 gastos.
The Witcher 3: Wild Hunt
Pra acabar com o texto e com a minha alegria foi divulgado recentemente uma nova versão do Xbox, chamada Scorpion, com desempenho muito superior ao One, novos recursos e vantagens. Ou seja, logo o One vai se tornar obsoleto como o PS3 era. Logo os jogos terão funções para o Scorpion que não terão no One. E assim segue a vida.

Estima-se que o novo console custe em torno de R$ 3000 no Brasil no lançamento. Duvido que sai por menos de R$ 5000, mas só resta aceitar, essa novidade não é exclusiva dos videogames, celulares, TV’s, tudo hoje em dia é assim E haja dinheiro.