CRÍTICA | Guardiões da Galaxia VOL. 2 (2017) - SEM SPOILERS

A Sequencia do grupo de “perdedores” da Galaxia foge da formula Marvel e aposta na formula “Guardiões”, que dá mais certo!



Data de lançamento: 27 de abril de 2017 (Brasil)
Direção: James Gunn
Música composta por: Tyler Bates
Roteiro: James Gunn
Elenco: Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Vin Diesel, Bradley Cooper, Michael Rooker, Karen Gillan, Elizabeth Debicki, Chris Sullivan, Pom Klementieff, Sean Gunn, Sylvester Stallone e Kurt Russell

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Quando em 2014 Guardiões da Galaxia (Crítica Aqui) foi lançado, jamais imaginaríamos o quão divertido seria conhecer aqueles personagens. Se o trailer já deixava claro que não deveríamos levar o filme a sério, durante a narrativa passamos a entender que em meio a tantas tirações de sarro, tínhamos a definição perfeita de um Blockbuster completo. A Formula funcionou na época, ao revê-lo continua funcionando, e para sua continuação mais ainda!

Mesmo com poucas referencias ao Universo Marvel já estabelecido (nada de Vingadores aqui!), Guardiões da Galaxia VOL. 2 continua esbanjando qualidade.  Os personagens do grupo provam que conseguem conduzir muito bem uma continuação e não são aquela piada que perde a graça na segunda vez contada. Aqui com uma relação já mais estabelecida, se no primeiro filme durante a apresentação deles já nos divertíamos, agora tudo fica mais dinamico. E falando sobre piadas, algumas antigas retornam quando menos poderíamos esperar e novas surgem nos melhores momentos. Afinal como já dito, Guardiões não se leva a sério, então é muito mais fácil adicionar uma piada aqui sem quebrar o ritmo do filme do que em Doutor Estranho (2016).


O Melhor de cada personagem é explorado, e até dos que tiveram pouco espaço de tela no primeiro filme. Nebulosa (Karen Gillan) ainda soa um pouco sem sal (talvez pela própria personalidade inexpressiva), mas Yondu (Michael Rooker) tem todo um arco que explora seu personagem. Se no primeiro filme o carisma dele estava em demonstrar ser mais do que um simples fardo na vida de Quill (alias, palmas para Rooker pela composição do personagem), aqui entendemos mais a fundo quem ele é, o que é essencial para o clímax do filme.

A trilha assemelha bem a do primeiro. O Som dos anos 70 é a alma dos Guardiões do cinema, e até os próprios personagens já reconhecem isso. Agora, a grande surpresa do filme na ameaça da história. Se a grande reclamação das pessoas sobre os filmes da Marvel Studios são os vilões, aqui não vejo nenhum contra. A ameaça está ligado aos personagens, tem sua seriedade, mas quando o diretor e roteirista James Gunn  tem oportunidade, eles fazer o melhor humor de Guardiões, sem deixar de entender o impacto que os acontecimentos tem.


Por fim, a formula Marvel Studios que já demonstrou-se um pouco desgastada em Doutor Estranho se mantem, mas Guardiões se  desprende tanto destes costumes que podemos muito bem considerar que aqui a formula “Guardiões da Galaxia” funciona muito melhor. E tem energia para funcionar por muito mais tempo.