Os Segredos do roteiro de Batman: Eternamente


Batman: Eternamente (1995) foi o primeiro filme do Homem Morcego a ser dirigido pelo hoje temido Joel Schumacher. Isso por que ele seria conhecido como o homem que afundou o cinema de quadrinhos no final dos anos 90 e ridicularizou o personagem em uma versão totalmente deturpada. Foi uma época triste, e os filmes, piores ainda...Mas apesar disso, “Eternamente” é, em comparação com Batman & Robin (1997), bem mais aceitável.

O que poucos sabem é que o filme tinha idéias bem interessantes no roteiro, que não foram utilizadas no corte final do filme. Reunirei neste artigo algumas delas, e que mudanças elas poderiam trazer para a trama

O Amor de Edward Nygma por Bruce Wayne


Jim Carrey, em seu auge, deu vida a Edward Nygma, o Charada. Apesar das grandes comparações com o vilão Coringa, sua interpretação é marcada pelo talento do ator. No filme, Nygma surge como um admirador de Bruce Wayne, que, ao ter seu projeto cientifico rejeitado, arquiteta um plano para o por em pratica e superar Wayne.

Muito foi dito sobre a admiração quase que sexual de Nygma por Bruce, que no roteiro original, era muito mais explicita. De fato, Nygma teria uma paixão por Bruce Wayne. Isso reforçaria muito mais sua vontade de supera-lo. Na versão final do filme, isso foi retirado, apesar de ficar algo subentendido.


Por que Batman Forever?


Apesar de não poder adaptar Batman: Ano Um por exigência do estúdio, Schumacher inseriu partes da história no filme, tanto que é possível ver algumas similaridades (como a origem do personagem). No filme, isso serve com a explicação para o titulo ser “Batman: Eternamente”, pois Bruce Wayne se questiona sobre ser o vigilante noturno. Acontece que haveria um complemento a isso.

Logo depois que Bruce tem a mansão invadida e é baleado, ele perderia a memória. Ao acordar, saberia ser Bruce Wayne, mas não o Batman. Ao descobrir ser o herói, ele se questionaria sobre a necessidade de sê-lo. Isso daria mais ênfase no questionamento, que sobreviveu no corte final, mas não pelo mesmo motivo. As cenas desta parte chegaram a serem filmadas, mas como esse momento acontecia bem próximo ao final do filme, para não prolonga-lo, ele foi cortado.

Recentemente Michael Keaton explicou porque não voltou a ser o Batman no terceiro filme. Segundo ele: 

“Era horrível! O roteiro nunca foi bom. Eu não conseguia entender por que ele queria fazer o que queria fazer. Eu me segurei em muitas reuniões. Soube que o filme tinha problemas quando [Joel Schumacher] disse ‘por que tudo tem que ser tão escuro?’”.


Engraçado é saber que no inicio dos quadrinhos, quando o personagem recebeu duras criticas sobre sua postura, resolveram inserir o personagem do Robin para amenizar a violência das histórias. Foi justamente o que fizeram em “Eternamente”, por considerarem que a visão de Tim Burton para os filmes estava muito sombria. Como já dito, Batman Eternamente está longe de ser o que Batman & Robin foi. Ainda é possível tirar alguns bons momentos desse filme. Revê-lo não é lá um processo de tortura \o/ Amém 