Documentário HYPE!




Nos anos 80 as bandas dá época não iam até a cidade de Seattle, e os jovens, com o alto indice de criminalidade e chuva, não podiam sair de casa. Montar bandas e extravasar seus sentimentos fazendo barulho era a unica opção, e assim nasceu o chamado: Grunge. Mas o documentário em questão não fala apenas disso. Está muito alem do simples esteriótipo.

Quem me conhece sabe que sou grande fã da banda Alice in Chains. Assim como Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden ela saiu da cidade nublada e perigosa de Seattle. E Apesar de achar a banda do senhor Cobain uma bela de uma bosta, reconheço que ela representa tudo isso: Musica alta, confusão, barulho, era tudo que alguem naquela cidade, e nos demais lugares, queria ouvir. 

Curtindo o estilo, fui conferir uma exibição ao documentário "Hype!" em uma pequena sala de cinema alternativa na loja Extinção, aqui na cidade Bauru, onde resido. Espaço pequeno, umas 10 pessoas, mas todos interessados em se aprofundar na Seattle dos anos 90. Um Documentário que, mais do que mostrar o que aquele movimento foi, mostra a visão daqueles que foram o movimento.

Chega de Enrolação, Vamos falar do Documentário!


Eis que até então o Rock vindo de Seattle resumia-se em Jimi Hendrix. E toda a loucura dos jovens entediados fazendo barulho ocorreu. O que esses jovens não sabiam, é que tudo isso ia ganhar proporções gigantescas. Todos queriam se vestir como eles. Canais de televisão queriam saber o que eles vestiam, comiam, como eram suas vidas e seu estilo tão pessoal. Mas e eles? O que pensavam disso?

Hype! é justamente sobre como as bandas e jovens que foram aquele movimento pensavam de todo aquele "Boom". O Documentário é recheado de depoimentos de pessoas que viveram aquilo e conheciam as bandas. E bandas essas que a mídia nem chegou a explorar. Dado momento, Eddie Vedder (que aqui demonstra-se um cara chapadissimo), diz que o maior problema de bandas como Pearl Jam e Nirvana que fizeram sucesso é que as demais bandas da cidade tambem mereciam esse sucesso, pois ele deveria ser de toda a musica da cidade.


É ai que o documentário se torna tão rico, pois nos apresenta várias bandas desconhecidas que, no meio de todo aquele pessoal, eram uma sensação. Nirvana foi um Boom, mas é apenas parte de tudo aquilo. Nada de um documentário sobre a visão do mundo sobre Seattle, mas a visão da Seattle Grunge sobre essa exploração do seu estilo.

No Final uma coisa que não poderia ser negada é a importancia da morte de Cobain. Ele foi a representação do grunge pro mundo e o o fim de tudo aquilo. Mas ao final tudo o que vimos foi muito alem do já conhecido termo "grunge". Foi a própria cultura daquele momento.

Recomento nosso podcast sobre Grunge e caso esteja em Bauru em um sabado a noite, veja a pagina da loja Extinção (que não está me patrocinando pra falar isso) para dar uma visita.


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