Crítica - 007 Contra SPECTRE


2012 foi um grande ano para a franquia 007. Completou 50 anos, lançou um dos filmes mais memoráveis da série, ganhou o Oscar com uma maravilhosa musica tema interpretada por Adele, e tirou o personagem das sombras em que se encontrava desde Quantum of Solace

Agora em 2015, James Bond retorna em 007 Contra SPECTRE, enfrentando a organização inimiga que nos primeiros filmes foi a pedra no sapato do personagem, e que até então permanecia em hiato por brigas judiciais. E valeu a pena esse retorno?


O Filme inicia com uma ótma cena em plano sequencia. A Melhor introdução de Daniel Craig em seus filmes
Na Trama, Bond encontra uma mensagem secreta de M (Judi Dench), enviada antes de sua morte, o que o leva a seguir pistas sobre seu passado. Elas a levam para uma reunião da organização SPECTRE, chefiada por Oberhauser (Christopher Waltz). E Ai encontra-se um grande problema do filme: As teorias da conspiração na origem de James. Algo inédito na série, mas desnecessário. Algo tão bem desenvolvido quanto o Coriga ter matados os pais do Batman no primeiro filme de 1989.

Mas se a idéia era retornar com a organização, tornar Daniel Craig um James Bond mais "Bond" era inevitável. E se isso já era realidade para Skyfall, aqui concretiza-se da melhor maneira. Craig está mais seguro de si, um James bond que, diferente da frieza de Cassino Royale (por sinal, uma obra prima da franquia), é alvo de piadas no maior estilo Roger Moore, e mostra-se um ótimo ator para elas (reparem na piada do Sofá no inicio do filme).


E Entre todos os problemas de estrutura de roteiro (como a trama de M (Ralph Finnes), que está presente apenas para dar mais destaque ao ator, pois poderia muito bem ser retirada), o grande trunfo de SPECTRE são suas referencias mais indiretas do filme. Trazer um antigo vilão de volta da maneira errada é compensado com uma ótima luta entre Bond e Hinx (interpretado por Dave Bautista) e com um ótimo "o que vamos fazer agora?" de Madeleine Swann (interpretada pela maravilhosa Lea Seydoux).

Infelizmente o uso de interpretação não foi tão bem para Christopher Waltz. Ator que gera uma certa polemica por parecer interpretar sempre o mesmo personagem, mas que convenhamos, sempre entrega uma ótima interpretação através dessa persona (assim como George Clooney e James Stewart). Aqui, a capacidade do ator é mal explorada, e a motivação do vilão soa muito "for dammies"..


A Trilha sonora, novamente composta pelo parceiro do diretor Sam Mendes, Thomas Newman, repete algumas sonoridades de Skyfall. Isso é bom até certo ponto, mas deixa uma sensação de repetição. Nada que atrapalhe, mas talvez Newman deva aprender um pouco com David Arnold (que compos as trilhas de Amanhã Nunca Moore até Quantum), e inovar um pouco mais a cada filme. Nisso chegamos a musica de Sam Smith, tema de abertura do filme. Para  abertura a musica funciona, mas de qualquer maneira demonstra-se bem abaixo.


Agora, se existe um problema, é o terceiro ato do filme, que ao final  mostra-se corrido. Isso, reflexo do excesso de tramas. Mas o que fica é a sensação de que vimos, entre seus defeitos, uma aventura original do 007, Certos momentos poderiamos muito bem imaginar Roger Moore ou Sean Connery no filme, mas a verdade é que a escolha certa é Craig. Daniel nunca foi tão James Bond!



PS. Aproveite e ouça nossas edições especiais sobre 007.

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